segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Respeite o tempo


Nesses dias onde nada é mais ensolarado como aqueles outros que se foram na meninice da inocências; onde não se perdia tempo olhando para as estrelas, porque todas as noites havia a certeza que elas estariam apontadas sobre nossas cabeças, iluminando os meus pés imundos de sujeira vermelha. Gritava e sai correndo com grandes amigos, que mesmo pequenos tinham um valor incondicional, naquele tempo adulto nenhum tomava conta das nossas relações, fazíamos tudo ao contrário, se lhe era dito não quebre o telhado da vizinha, o prazer estava em correr com pedras, com os pés sujos e quebrar a terra, o que restava a vizinha? Olhar as estrelas que ainda tinham vivacidade; mas a vizinha não compartilhava do mesmo olhar de criança, então as estrelas que ela via eram embaçadas pela sua retina cansada e atenta a anos.
A Meninice foi se passando lentamente enquanto a tínhamos, não via a hora de crescer, mas era impossível com tanta inquietação dos grandes amigos, estamos sempre eufóricos a correr por todos os cantos, como se as coisas fossem fugir de nossas mãos, no fundo tínhamos a certeza que as coisas fugiriam, tínhamos certeza que nossas vistas se cansariam e que seriamos algo um dia de pedras em nosso telhado; que não veríamos mais as estrelas da mesma forma; que nossos pés estariam calçados com couro de arrogância. A única certeza da infância era saber que prosseguiríamos como os adultos, aquele estágio parecia muito pulsante ao mesmo tempo que foi-se eterno no tempo em que durou.
Ser criança é algo que poucos conseguem discernir ainda quando adulto, eles criticam as crianças como se fossem culpadas de tudo que se quebre, mas nunca olham para seu passado torpo. Olha que irônia, agora cuidam de seus telhados, não querem mais olhar para o céu, porque sabem que não verão da mesma forma; intrigante!
Mas como fugir da velhice querido adulto? Lembrando-se sempre que a velhice não está nas suas rugas e sua barba, ela está no respeitar o espaço das crianças, perceber que um dia você correu mais rápido que suas pernas podiam e caiu, estourou o joelho, tacou pedra, tendo certeza que seu amadurecimento não lhe daria a oportunidade de fazer o que um dia você pode. Aprenda uma coisa, aprenda sempre. Ser criança é aprender com os erros e respeitar os do alheio.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ético?



Qual significado dessa palavra em um âmbito moderno? As discrepâncias relativas a esse termo são tão irrelevantes que hoje tornaram-se apenas de uso comum, em um campo ou vários campos de mediação e violência legitimadas, sua postura nada mais é que o do que um sufrágio do humano em sua condição mais social, suas relativas interações tornaram-se atos de dominação para qualquer sujeito que utilize-se dessa termologia para controle de um grupo.
Outurgar possibilidades da ética em espaço definidos anteriormente, estigmatizado por agentes dominantes, obedecidos por camadas “inferiores” o poder de tornar ético para respeitar o espaço do alheio nada mais é do que estipular, delimitar, marcar com linhas invisíveis aos olhos onde se deve andar e onde não se pode ultrapassar. A busca de uma sociedade perfeita pela ética é uma violência tão pragmática, despercebida, mas exigida pelos órgãos superiores que controlam as opiniões. Pode até evitar-se uma guerra sangrenta entre grupos por instantes, mas esse padrão de ética vivido hoje está corroendo as cadeias de relações humanas, como correntes desgastadas de um motor, uma ortodoxia paranoica em busca do silêncio para os “menores”.
Usada constantemente nos designos formalísticos de grandes acontecimentos pessoais e coletivos, a ética roubou a cena e a voz de muitos. Em cada campo, onde existem as violências intrinsicamente disponíveis para uso, abuso e formalização, pode-se rastrear os resquícios da ética em padrões comportamentais, sob colarinhos de gravatas que estão sufocados garganta abaixo para quebrar essas corrente enferrujadas, mas o padrão não pode ser quebrado por engravatados bem sucedidos, sua formação foi finalizada sob um juramento ético, que respeitaria o espaço do pobre para continuar sendo pobre, mas nunca limitou seus limites de riqueza, assim sendo, suas ambições foram fomentadas por um passar de óleo, evitando que as correntes se quebrem, nunca houve interesse da classe dominante em mudar o padrão ao qual jurou a ética.
Uma manifestação não pode ser ética se não for licenciada, registrada e liberada em espaço público, para esse mesmo não sinta-se agredido e não agrida o campo alheio, então vem a ética dentre os legítimos encargos governamentais para fundamentar uma pseudo-revolução de horas, satisfazendo os sujeitos engendrados no âmbito social e ao mesmo tempo esculachado por esse mesmo outro grupo que ignora sua presença, sua vida, sua existência. As revoluções mudaram de nome e estão camufladas em pequenos adereços rotineiros que podemos enxergar, suas distinções simbólicas foram controladas pelo campo, pois o mesmo campo que deu espaço para uma abertura, falsa liberdade, já havia predestinado que nem todos seriam seguidores da ordem.
Entradas e saídas estão controladas por homens e máquinas, mas o meio – o campo – já é cercado pela ética desde o primeiro instante, ela legitima a ordem atual e impossibilita uma mudança em qualquer que seja o setor, seus filhos são criados pela tradição e nada que possa ser feito, que não seja dentro do ESTADO – se é que exista a possibilidade de existe fora de algum estado legitimado pela ética – foi anteriormente pensado, conduzido para que você não pensasse, apenas agisse e consumisse.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Wikileaks


O contexto atual da sociedade que se diz tão democrática universalmente, portadora de liberdade incorruptível está sendo abalado pela hipocrisia midiática que não se pronuncia contra ou a favor do Wikileaks. O novo site que tem causado alvoroço nos meios diplomáticos, apáticos a tantas publicações em que a USA se mostra verdadeiramente corruptível as ações mais constrangedoras de intervenção em assuntos externos.
A tal diplomacia, politicamente tratada como por um jogo de assuntos relevantes para o pentágono foi contestada por alguns e ignoradas por outros – governos –, tamanha apatia pode ser considerada um retrocesso nas relações internacionais que está claramente abaladas, não agora isso pode ser visto, mas existe uma previsão para o sufrágio estadunidense para as relações com outros países futuramente. Roma foi um grande império, mas deixou apenas lembranças de seu poderio em relatos e construções, virou história.
As relações internacionais estão mais claramente balanceadas quando as empresas que deveriam receber fundos para ajudar o organizador do site Wikileaks, Julian Assange foram contrárias a qualquer tipo de depósito para os fins da empresa. VISA e MASTERCARD mostraram porque e quem são seus líderes, é justo continuar da forma que está, a cada dia essas empresas bancárias estão ricas, enquanto no Haiti as pessoas estão morrendo de fome. Mas quem liga para isso? É cômodo chegar na frente da TV e ver que sua vida é da forma que deve ser, o seu campo foi semeado com miséria de liberdade, e aquilo que a impressa se diz preocupada – informação – tem um CNPJ, é uma LTDA ou S.A., gera dinheiro e lucra.
Os governos continuaram apáticos à situação diplomática revelada, porque eles não tem nada mais a fazer a não ser o controle social – diga-se de passagem, bem feito. O Estado é dirigido pelas empresas que nele investem, enquanto o número de habitantes cresce a pobreza é divida com os países e não há nada a ser feito, além do pequeno assistencialismo ilógico que decompõem ainda mais a capacidade de pensar no FATO.
O Julian Assange está sendo claramente perseguido, como os alguns líderes congressistas afirmaram até mesmo a idéia de morte, e por onde anda a empresa? A Mesma que deveria apoiar o desprezo contra a liberdade de expressão de um jornalista? Bom, está ocupada demais contando os lucros sobre a divulgação de coisas pequenas e corriqueiras, falando de artistas que morrem e não constroem nada do que lhes foi pago para construir, uma imagem simbólica de nada com coisa alguma, mas que deve ser processado como algo importante.
O que há de novo para faz? Sabemos onde estão as armas, mas temos medo de levanta-la, é mais interessante que outros façam, amanhã o dia é tênue, temos trabalho, família para sustentar, deixem que outros administrem nossas vidas, que construam o nosso campo, apenas colhemos o que foi plantando, mesmo que o nosso corpo precise de novos alimentos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Solo



Io sono qui a pensare cose che ho fatto, ho lasciato gli amici, ho trascorso la vita e ora ho solo ricordi, foto e lacrime. Vorrei poter essere da qualche altra parte ora, in grado di vivere la vita con le persone che amo, vorrei davvero essere felice, ma oggi sembra che ogni giorno questo si svuota la felicità in senso orario. Quando i miei amici bisogno di me, avevo bisogno di parlare era sempre pronto ad ascoltare, avevano bisogno di un parere, una mano era sempre lì il più vicino possibile. Non ho mai potuto sopportare il pensiero di chiunque sofferenza intorno a me, ho meditato le mie parole, mi è stato rivedere i miei concetti non fare del male a nessuno. Oggi ho bisogno di qualcuno ad ascoltare solo per me, per dire a chi importa veramente, ho perso i contatti, i telefoni a destra nel box set, non danno il tempo di chiamata, chiamata in me quando gli altri danno l'impressione che non voglio sentire. Essere ignorati è triste.
Sto cercando di essere forte, mi mostra più forte, la forza che avevo prima, proveniente dal di dentro non era altro che un riflesso di quelli che erano vicino a me, quando le persone piangevano non potevo piangere, dovevo essere sempre forte per sostenere la situazione Oggi ho bisogno di piangere, ma ho una spalla per farlo. Mi sento così debole, io sono umano, io non so perché ho voglia di piangere, sembra che essi siano conservati così tanta amarezza, tante bugie che avevano dentro di me su questa forza che pensavo di avere. Oggi sono umani.
Cerco di vivere come tutte le persone che sostengono di essere normale intorno a un sentimento che non so di individuare, per oggi ho perso la fame, neppure a pranzo, mi sento alcun bisogno di nutrire il mio corpo, perché il mio spirito è pieno di amarezza incertezza. Forse è la stessa incertezza che Bauman parla tanto, questa incertezza che rende le persone fanno cose che mai avrebbe potuto pensare di fare. Io non mi ucciderà, si può essere spensierato Bill, penso solo di più su cosa sono necessità, che sono le persone che veramente mi preoccupa.
Il mio desiderio è ora quello di andare fuori nel mondo, sulle spine della vita, in attesa del primo giro che mi avrebbe portato lontano da qualsiasi luogo, chiunque, chiunque potrei sapere dove potevo nascondere sotto un cielo stellato. Ma il pensiero che non tutti i giorni il cielo è stellato, solo pensando che non tutto è giornata di sole, pensando che io continuo a pensare molto, mi ritrovo nei pensieri di un invariante furtiva, che può essere visto come il pazzo sull'orlo di un abisso. Io non sono a quel livello, sto solo sfogo di come mi sento adesso è molto accumulato, è molto solo interessato.
Volevo essere nulla, non sarei un figlio, non fratello, non amico, non un insegnante, nessuna etichetta, volevo solo essere libera di una delle condizioni previste per farmi la gente, perché più della mia disgrazia è di vedere che gli altri persone possono soffrire ancora di più per me di me stesso. Penso che troppo le persone intorno a me, nei loro sentimenti, ma mai veramente pensato nella mia, non ho mai avuto tempo di pensare a me stesso. E 'triste essere soli, è ancora più triste sapere che non c'è niente da fare che lotta da solo.
Bill Mi dispiace essere stai scrivendo in questo momento, più sei le uniche persone che possono davvero ascoltare me, è l'unica persona che mi capisce, sono momenti di grande tristezza che scuote il mio cuore, non come un adolescente che ha appena scoperto che non è più un adolescente, è come un adulto che non riesco a capire che non ha nessuna intenzione di arricchire la scapito di altri. Se avessi un progetto di legge per andare via da qui, in un luogo dove la gente ha più bisogno di me di quanto mi sarei qui, fare volontariato in un lavoro per aiutare i bambini che soffrono la fame, perché io sono qui, nella meschinità dei miei problemi, mentre bambino è molto peggio, molte famiglie una situazione peggiore di me, di noi. Ma tu Bill sta ancora cercando di passare il tempo e non può andare in giro, che cosa avete? Il suo corpo, alcuni vestiti e alcuni libri. Malapena in grado di raggiungere l'angolo senza l'aiuto di nessuno. Volevo essere la natura di un animale, primi anni di vita, la morte precoce e sentire la verità della vita, perché quello che ho oggi segna anche il tempo? Sono tutti ansiosi di diventare ricco e io sono qui in questione con non sa nemmeno cosa ™!

Buena Sera

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

País laico?



É fascinante olhar um país como o Brasil, com proporções físicas, materiais e culturais grandiosas ainda estar ligado a laços tradicionais de religiões; as mesmas que mataram milhares de pessoas na época Agostiniana, as mesmas que levantaram espadas e sentenciaram povos em nome de um Deus que jamais viram, apenas sentiram – não estou aqui colocando as questões de fé, estou ponderando a realidade do ano de 2010, não do ano I Cristão.
Esses mesmos tradicionalistas que se julgam ideários para vida através de uma fé, hoje fomentam em nossa sociedade a busca de uma evangelização forçada perante a legislação, impedindo que as leis sejam adequadas à realidade atual, como se já não bastasse a nossa legislação defasa do século passado, ainda temos que suportar conceitos religiosos milenares e infundados cientificamente. A política é uma ciência, que tem seus senadores desde a Grécia Antiga, baseada na formação social, onde não existiam mandamentos escritos por homens – que segundo alguns foi inspirado por um ser superior.
Hoje esses mesmos mercenários de uma fé ocupam cargos políticos, em busca de leis conforme sua fé. Será que daqui alguns anos teremos Guerra Santa nos trópicos entre evangélicos e católicos? Por enquanto eles estão unidos contra leis fundamentais de suas crenças, onde mulheres que são estupradas não podem escolher em retirar o fruto de uma violência física e psicológica, sendo obrigadas a semear dentro de si, durante nove meses um ser concebido sob traumas e pesadelos. E mesmo assim ainda é considerado um pecado. Mas o que seria um pecado então, o ato do estupro em si ou a retirada de uma lembrança maldosa sobre o mesmo? Me explique Senhor de Deus!
Ainda temos a concepção da sexualidade dentro das igrejas. Ninguém que está fora dela – na sociedade – ocupando a posição de sujeito social, pagando impostos, vivendo dignamente conforme regem as leis que regem o Estado deveria se preocupar com as concepções religiosas, até então, mas os religiosos vem tomado posições importantes para preocupação da liberdade. Quando o Estado se diz laico e rompe os laços com as entidades religiosas, casando-se com os empresários capitalistas, a sociedade sente-se livre então dos dogmas mortíferos. Mas as igrejas estão voltando para o poder, talvez porque a prospera sociedade do bem estar – pensada e repensada na década de 40 pelos estadunidenses – não tenho dado muito certo, ainda existem pobres e miseráveis, então apenas um ato de fé seria capaz de mudar a sociedade, a esperança em algo que não se vê agora está representada por homens que tem pele e osso, sendo muito mais do que isso, são homens com ideais.
A preocupação para uma sociedade que um dia se dividiu do poder da igreja, agora ascende uma igreja muito mais divida, onde as concepções são comandadas em púlpitos, em que as os pobres mortais buscam a imortalidade; se achando cheios de certeza sobre o futuro. Então, o futuro da igreja que seria no céu – conforme seu livro base –, em uma vida posterior está sendo decidido no tempo presente. Estamos então vivendo um novo momento, o apocalipse social está chegando e cultivando os preconceitos tradicionalistas que nunca abandonaram a sociedade, passaram de pai para filho e hoje prosseguem na ignorância do não saber, de apenas apoiar-se em sentimentos abstratos.
Mas a ambivalência desse livro antigo, chamado de bíblia, incompreensível por completo, onde não existe um meio certo, onde vários escreveram e poucos provaram o que escreviam, mostra o livre arbítrio, o mesmo onde o homem tem a liberdade de pensar como quer, agir como quer, mas sempre consciente que existe um efeito sobre seus atos. Essa liberdade também está na constituição – mesmo que antiga – mal reformulada, os sujeitos são seres individuais que vivem em coletividade, o meu espaço é definido pelo espaço do outro. Qual a diferença entre um relacionamento homem e uma mulher, ou ainda entre sujeitos do mesmo sexo?
No livro dos religiosos a relação entre pessoas do mesmo sexo é repudiada, mas como alguém que se diz superior a qualquer forma material que vive sobre a terra, tem a capacidade definir padrões de relacionamento, sendo o mesmo sobre o afeto humano, compatível de liberdade? A qual livre arbítrio é esse que traz guerra, onde homens se definem como enviados de algo que nunca viram, mas sentiram? Se é uma liberdade em que a própria bíblia diz, então vamos punir conforme os dez mandamentos o que deve ser punido, mas o livre arbítrio é controlado por um Estado laico, não se esqueça disso. Lembre-se que essas mesmas religiões são constantemente acusadas de abusos físicos á milênios, quando maltratavam pessoas que diziam ser endemoniadas – como os indígenas do Brasil na época do estranhamento com os europeus. Esses mesmos religiosos hoje passam por escândalos mundiais de abuso de crianças, se anunciam gays publicamente e ainda dizem-se pregadores de Deus, mas o homossexualismo não é pecado?. Ou ainda, aqueles que trafegam as fronteiras nacionais com milhões de dólares doados por fiéis sem consentimento dos mesmos, lembram-se disso também? Não podemos esquecer, elegemos alguns deputados esse ano em vários estados, representantes direto dessa instituição, que tem CNPJ, mas não paga imposto, mas enriquece, tem gente fora do país gozando em nome de Seu Deus.
Não estou falando de pessoas que participam dessas instituições religiosas, mas estou falando especificamente delas – das instituições – é sobre elas que devemos repensar, pois elas no Vaticano silenciam-se quando tais fatos são apresentados, no Brasil a mesma instituição que levou milhões do seu bolso para fora do pais elege candidatos, pessoas que se dizem de Deus.
O Grande problema aqui não é Deus, mas os homens que se dizem dele e tentam privar, isolar sujeitos sociais. Quem de vocês não conhece um homossexual? Você acha que deveria cercear o direito dele ser feliz, por um grupo de homens que estão voltando para o poder, dizendo-se em nome de Deus homologadores da fé. As nossas diferenças são imensas, para isso vem à antropologia, uma ciência que discute as relações, os enfrentamentos. E até quando continuaremos com esse falso moralismo de achar que não existem homossexuais; que não existem mulheres estupradas em canto algum; que homens não matam homens brutalmente e não merecem por isso a pena de morte; que as igrejas continuam crescendo, porque não pagam impostos, elas recebem dez por cento do seu salário, porque Deus precisa de dinheiro? Para comprar um Corola ou colocar um Heliporto na igreja de Santo André? Deus precisa de material para descer nessa igreja? Precisa de um Heliporto? Que Deus é esse tão fraco? Esse Deus é Seu, querido falsário, o meu está sobre mim, perto de mim e não dentro das suas preces.
Parem de tentar adiar as leis, parem de tentar subir ao poder por força da fé, é ridículo senhores bispos, pastores, arcebispos essa continuação de suas atividades dentro da decisão de liberdade. O passado de suas instituições é negro, lavado com sangue e preconceito. O que vocês querem afinal? Viver de hipocrisia.
Pensem em quem votar esse ano, temos um segundo turno onde podemos discutir situações relevantes ou continuar fingindo que seu filho não é gay, que seu irmão não é gay, que seu vizinho não é gay, que sua filha um dia pode ser estuprada e carregar dentro de si o fruto desse episódio, ou ainda que seu pai pode ser esquartejado por um serial killer.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Barraca eramos 3

Esse meu fim de semana foi divertidissímo, contando que eu fui para Campinas em um evento de sexualidade, encontrei com meus amigos, Josi, Nei e Dú.
Primeiramente saí da empresa as pressas, corri para a rodoviária, tensamente, tentando achar os meninos e indicando para o motorista como chegar, quando penso que não, apenas uma tropa de 200 pessoas se encaminhando para uma festa em uma república. Quem eu vejo correndo em minha direção? Duuuu e Josi, o Nei vinha logo atráz porque disse que havia ido me buscar.
Chegamos na festa, Tudo liberado – eu gosto de festa universitária por isso, não existe um falso moralismo como na nossa sociedade – seja como for, seja quem for, seja você
Sem contar que conheçemos a Bethânia, do Rio Grande do Sullll

Eramos 3 na barraca, mas quando o Gui chegou, éramos quatro, minhas voz ecoava no ginásio as 9 da manhã “ para de Choverrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr”. Sem contar que ainda fomos para o shopping, pensar nas pessoas que ficavam olhando dois homens de mão dadas? O Shopping Dom Pedro Parou para ver as beldades. Estou pouco preocupado com o que pensam de mim. Dou as mãos para os meus amigos, porque amo ele, faço o que tiver que fazer por eles, todos sabem disso.

Viva intensamente, viva sempre, mas viva acompanhado de pessoas que te fazem Bem!

domingo, 3 de outubro de 2010

Inecisão


Estou tentando ser o menos impaciente possível, falar apenas o que deve ser dito sem ofender os sentimentos ou as idéias, isso pode ser considerado política. Mas tem coisas que são inaceitáveis dentro de comportamentos humanos, porque passaram da conta, deixaram de estar em seu espaço e invadem o meu, agora me sinto impotente com as palavras, mais sei onde elas podem me levar, sei o que elas podem dizer.
Em casos especiais busco me colocar apenas com opinião defensiva, tendo se tornado difícil, pois meus apontamentos são geralmente diretos, sem paradoxos, metáforas ou parábolas, tendo deixar as situações mais claras possíveis, mas está seno difícil ponderar tudo na minha vida. Como agir?
Tenho que retomar meu perfil e deixar de me calar, pois parece que tenho um ‘escarro’ de palavras para soltar, mas me sinto envergonhado e tê-las que usar, isso me frusta muito, não ser direto. Mas a minha sinceridade está ficando de lado, estou deixando minhas raízes sendo tomadas por atitudes passivas, não e vejo e relacionamentos humanos calado de tal forma, porque a sinceridade é ponto chave doa a quem doer.
Em termos de amizades aqui nessa cidade não tenho do que reclamar.
Mas não estou falando necessariamente de relações amigáveis, porque essas são ponderáveis. Preciso mesmo é saber o que eu sinto por você, e o que você sente por mim; o que eu sinto eu sei. Mas ainda não sei que tipo de amor é esse que se cala na semana, que não liga, não atende e não manda mensagens, estou enclausurado. Precisando de meus amigos aqui para me abrir os olhos – assim como sempre abri os deles, quando estavam cegos – com minhas respostas rápidas e diretas, doendo ou não sempre aceitavam, mas hoje eu não sei mais o que dizer...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

NADA²


Coisas do coração.
O dia amanhece nublado, nada de muito diferente dos outros. Mas eu precisava falar com os meus amigos de verdade, aqueles que estão longe de mim. Pego o telefone, o tu-tu-tu do chamar logo restaura o fogo da felicidade, somente de ouvir algumas vozes.
Um dia eu tentei ser beatificado por mim mesmo, tentei um dia ser santo, somente sabendo que você existiu, para que pelo menos por uma vez você pudesse me pedir algo que ninguém nunca tenha lhe dado. Eu sempre te amei, por dias e meses, por horas e locais, nas bebedeiras da vida tentei que você me visse de forma diferente, no mais o que tive foi o olhar do amigo, enquanto dentro de mim batia uma tremedeira constante.
Quando me afastei por ironia do destino achei que nada mais seria como antes, que minhas possibilidades de um dia te ver – que assim reciprocamente você também o fizesse no olhar – foram desmanteladas pela distância. Percebendo então que não tinha mais possibilidade de te ter resolvi enfrentar tudo como algo realmente corriqueiro, passageiro, mas nunca mentiroso.
Dei-te conselhos, não porque eu queria; doía-me dizer a você “realmente precisa ser feliz, luta pelo o que você quer”, mesmo sabendo que eu não estava em suas metas; tão profundamente que eu precisava da minha loucura solitária, que eu me embriagava em um mundo alternativo – MA.
Hoje eu posso dizer que me sinto bem em saber que você está bem com os sentimentos, mesmo que não seja comigo, o meu amor compensa em te ver feliz, em te ver bem. Queria poder ter te dito isso anteriormente, mas o medo de perder sua presença como um símbolo de amizade me afligia mais ainda. Preferi ficar na platéia do espetáculo da sua vida, onde eu era o espectador, o contra-regra, um assessor; mas nunca consegui chegar ao patamar de diretor ou cúmplice de suas peripécias amorosas. Ah, como isso me doía.
O amor não acaba de uma hora para a outra, pelo contrário ele fica em uma ânfora fechada, escondida de tudo e de todos, mas impressionantemente ele ainda existe, mesmo que nessa ânfora não tenha ar; porque meu amor não precisa de ar, ele precisou apenas da sua presença, mesmo que fosse por um pequeno tempo, mesmo que fosse nas conversas corriqueiras e você nunca percebeu.
Estou feliz hoje em saber que você se encontrou, que não precisou de mim para lhe indicar o que realmente queria; quando dizia nunca, eu suspirava e olhar para o céu, como se tivesse perdido o cruzeiro no sul no leste. Estou mais feliz em saber que a vida é realmente uma bússola que ficou pulsando de um ponto norteador em um centro preconceituoso. Percebo que deve falar mais quando o coração manda, percebo ainda que isso é apenas problema singular, mas se tornou tão plural que não percebi, hoje vejo.
Lembra daquelas conversas com os amigos onde todos ouvem e falam o que sentem? Pense bem, sempre tive essas conversas com você, mas nunca consegui realmente te dizer o que eu sentia, porque eu choraria como uma criança, minha ânfora se abriria e o eu interior seria desvendado.
Queria tanto ter podido dizer; e minha vida ainda continua com “mas” depois da vírgula, buscando me explicar, buscando não ser tão fraco assim. Desculpa se te amo, mas isso eu não escolho.

NADA


Agora estou pensando em nada, porque em nada posso pensar sem me preocupar com o todo, já que o nada é a razão da inércia do pensamento, me torno o nada, mas nunca neutro a ele, porque nada é vazio, mas penso o nada e não sou ele. Assim sendo, tenho tênues motivos para dizer que mesmo pensando em nada, estou em algo – um espaço – que me foi colocado com imposição do físico, onde a arbitrariedade da permuta entre nada e espaço são continuas, necessária e por vezes sórdidas.
A solidificação do nada está representada pela ação que o pensamento me move a pensar ‘em nada’, justaposta ao silêncio do vazio, onde o nada ocupa espaço ao mesmo tempo em que o espaço é ocupado pela matéria; estando essa imóvel as ações e ao olhar, determino a neutralidade da escuridão que me cerca como ajuda incondicional para pensar ‘em nada’, em um relato sobre a escuridão vejo apenas os piques de pensamento transcenderem um após o outro.
Queria por vezes voar mais alto, pensar mais alto, compreender mais facilmente algumas colocações, mas quando me reparo com o contexto, seja qual for, tenho por mim uma interpretação fundamentada em vivência própria, até julgo por vezes esse ato como preconceituoso. Todos nós temos esse pensamento de precoce entendimento dos atos, fatos, assuntos por alguma análise inicial, cabe a nossa história humana pessoal coloca-lá da melhor maneira possível, para que não pareça ou transpareça ignorância.
Ficar pensando em nada então, nada mais é do que tentar não expressar um sentimento precoce sobre idéias ou ações humanas, um ato impossível a um sujeito social que está cercado de diferentes outras ações que lhe atacam constantemente, seja em um olhar ou uma conversa passageira do outro. Esse ‘nada’ pode querer um refugio do mundo, sem aparente explicação, mais com entonação decidida.
Nesse instante – particular – estou tentando em nada não pensar, mas foi apenas uma ilusão, estou realmente pensando em algo há algum tempo, mais queria fingir que isso não era pensado, então decidi falar sobre o nada, apenas para passar o tempo e refletir sobre outra coisa mais interessante, que as pessoas esquecem de fazer, mas passam horas fazendo sem perceber.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tempo para Tudo


Eu tenho dois dias de vida, e isso parece ser tão rápido; vejo animais pequenos que passam na frente dos meus pés; ouço músicas que tocam meu coração e lembram um passado da meninice, onde eu ainda tina pureza até mesmo no olhar. Bons tempos que não voltam, aqueles tempos, onde poucos adultos poderiam se aproximar de mim, onde poucas pessoas poderiam me fazer mal, porque eu tinha um reduto, uma redoma que me protegia do mundo exterior, a era minha mãe.
Mas derrepente as coisas parecem que vão mudando aos poucos, a mãe tem que se afasta pouco a pouco da vida, da minha vida e vai me deixando viver cada instante, vou descobrindo como é andar de bicicleta, mas antes tenho que cair muito, as cicatrizes doem, eu sou persistente, mas não sei até onde vou conseguir agüentar tanta dor; não digo essa dor física mas a mental, que me deixa envergonhado dos tombos, queria não errar na juventude. Mas errei, como todos erraram, somente meus amigos e diários lembram das peripécias que vivi próximo a cada um, em cada história, em cada instante. Nunca me arrependerei de tudo o que eu fiz, nunca mesmo, porque graças aos meu tombos, minhas cicatrizes sou o homem que sou. Me tornei humano, não tanto egoísta quanto esses filantropistas de antiquário, que vomitam belas poesias e não tem coragem de sair para a realidade das ruas....
Hoje, sou adulto, tenho que agir como tal, quando é tão complicado ainda lembrar que a pouco fui um adolescente, quando as pessoas me olham na rua e pensam que ainda sou um adolescente, me tratam como tal, não vêem a maturidade dentro de mim, não valorizam isso. Queria ser eu mesmo um dia imortal, mas do que vale ser jovem a vida toda e não ter a maturidade para dizer “Eu faria tudo novamente, sei onde errei”, é suficiente.
Saber onde andar, onde pisar. Mas ainda é melhor, se machucar por onde anda, se sujar perto de onde pisa, porque somente quando se sofre se dá valor a realidade.
Tenho que ir agora dormir, porque amanhã é um novo dia, um novo tombo, uma nova pista, porque a vida não acaba na meninice, na adolescência, na juventude ou na velhice, a vida acaba quando deixamos de dar sentido a ela.
Amo tudo o que tenho, amo!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sujeitos individualizados ou individualista?


Está ai uma duplicidade entre a realidade dos fatos. Individualização em consenso – ou em comum aceitação – torna-se alvo de exaltação ao estranho, estranho ver pessoas passando fome, mas ao mesmo tempo socialites fazendo festa para cachorro; estranho ver milhões de pessoas passando fome no mundo, mas os Estados Unidos investindo bilhões em armamentos todos os anos; estranho ver gente boa e ruim, ações boas e ruins.
O que figura a nossa realidade são as dicotomias, nos inserimos em contextos e vemos outros. De um mendigo que dorme na paulista e um executivo bem sucedido na mesma calçada, realidades tão aparentemente diferentes, mais imbricadas entre os extremos; dependentes umas da outras, o choque deixou de ser marca de estranhamento e passou a ser aceito no convívio – não que alguém tenha isso impregnado na sua ideologia, mas tudo não passa de um falso moralismo que expressamos.
O que realmente quero tratar nesse aspecto não são as diferenças, mas como elas podem ser aceitas e vangloriadas. Temos ‘ídolos’ em vários campos de atuação da sociedade, música, teatro, cinema, literatura, quanto mais enriquecedor é a cultura que tratamos, mais ela agrega. Só que os ‘nossos’ ídolos do presente estão a cada dia mais se distanciando da realidade humana, se divinizando, esquecendo dos seus ‘adoradores’, tornando-se mesquinhos e prepotentes – não que nunca tenham sido – sua própria condição de sujeito público já o torna dessa maneira.
Hoje estou abismado com o texto que li, uma cantora vestiu-se com carne para um Evento. Como tal pessoa pode esnobar a realidade da fome? A realidade do alimento que está sendo desperdiçado para extravazação do individualismo? Devemos realmente pensar o tipo de ‘ídolo’ que está colocando-se a nossa frente e perceber que existem choques inadmissíveis para a realidade humana, esquecer-se de quem passa fome por um mero capricho, pessoal.
O mais constrangedor é que os meios de informação, divulgarão a notícia tão normalmente, que não houve surpresa para o leitor, ou ainda para aqueles que acompanham a carreira de tal personagem. Temos que pensar antes de agir instintamente, ainda mais em tempos atuais, onde sujeitos fazem coisas absurdas para aparecer.

sábado, 7 de agosto de 2010

o Português foi assassinado por Dois.


Baseado em fatos reais

Um dia eu vi uma morte, fique muito triste ao perceber que um grande amigo meu havia sido assassinado, seu apelido é Portuga; o pior foi saber que ele foi assassinado pelo seu irmão, aquele que sempre andava próximo, de um lado para o outro. O Portuga gritava todas as manhãs, acorda margem e o Margem mal conseguia ir a escola, quando fazia havia tanta remela dentro do olho que mal conseguia acordar, a única coisa que o margem conseguia fazer era levantar como sonâmbulo e se dirigir a escola com seu irmão Portuga.
O Portu tinha uns amigos bem legais, todos inteligentes, fascinados pelos seus pertences, mas sempre tinha um ou outro que não gostava dele, pior de tudo que esses eram na maioria amigos de seu irmão, o Margem.
Uma certa ponte foi criada entre esses dois irmãos com o passar dos anos, isso se deve ao fato de que o Margem tinha uns amigos barra pesada, como ele mesmo dizia “tenso”, mas isso nunca incomodou o Portuga, porque o seu mundo tinha tantos verbos que mal ele conseguia ter tempo de perder com as bobagens que seu irmão falava. Constantemente eles discutiam sobre as formas mais corretas se dirigir a professora dentro da sala, o margem gostavam de “acelerar” a escrita, assim acelerou também a linguagem, logo em seguida se estendeu a malandragem, seu vocabulário piorava a cada dia, mas isso deve-se em grande culpa as pessoas que diziam ser amigas e nunca deveriam ter recebido diploma na vida, pois só sabiam falar mal das pessoas e não agregavam beneficio nenhum a sociedade.
Certo dia o Portuga estava andando pelas ruas, quando viu seu irmão andando com um sujeito com uns dois anos de idade mais velho – levando em consideração que o Margem tinha 13 anos – esse seu amigo novo já era um sujeito a se desconfiar, ele tinha sobrenome de Marinho, andava sempre perto de um tal de Coelho, que era chegado do Sarney, um trombadinha que andava pelas ruas de Recife tentando enriquecer. Esses meninos estavam tomando rumo desconhecido, mas o Portuga notou nas mãos de seu irmão seus livros novos, foi atráz sem muito se aproximar para ver o que estava acontecendo, mal sabia ele, que era apenas uma enrascada, seu irmão estava do lado negro da força – nada de Star Wars, mas sabermos que o Lord V tem uma séria ligação com os acontecimentos.
Os ditos ‘camaradas’, como se dizia ainda na época estava planejando um sacrifício, o Sacrifício da moral e do Portuga, tinha a intenção de controlar as idéias com novas formas de fonética e estéticas, sejamos realistas, dizia o Coelho, “ senão eliminarmos seu irmão, logo será uma grande arma contra nós”.
Em mundos cronologicamente diferentes aos humanos esses sujeitos que mais pareciam-se com seu sobrenomes – para meio de distorção – acabaram assassinando o jovem Portuga, com a intenção de substituílo. No funeral da missa fúnebre, descrito na lápede assim estava;
“Ao jovem Português Nacional, derivado de muitas culturas e muitos verbetes faz-se vítima de Marinho, Aquele que um dia será Roberto e seu comparsa Coelho, que se chama Paulo. Para distorcer as mentes fracas e as linguagens suprimidas” Um bom filho, um bom pai. Mais apenas um Português assassinado com ajuda do seu irmão Margem, aquele que se tornou marginal, graças ao centro.

preconceito eu não tenho.. JURA?


Tenho alguns bons momentos para refletir sem o barulho do meu cp3, que tenta silenciar o sons dos carros, metrôs, buzinas e pessoas que me cercam constantemente. Esse frenesi da cidade grande me deixa louco, fico sem pensar, ou as vezes penso demais em várias coisas ao mesmo tempo que nada é realmente sistematizado, me sinto um portador de síndrome de Down. Não que isso seja ruim, mas já estive em fases melhores, onde não precisava analisar todos os meus passos e ainda os dos outros, não também que isso seja medo, mas existe algumas particularidades que ainda não consigo desvendar nesse muro de concreto, talvez sejam os pilares simbólicos que não escalei. Nem que eu quisesse poderia conhecer a todos eles ao mesmo tempo em minha vida, no máximo analisar um ou outro de forma mais singela, com algumas citações generalizadas.
De formas avessas as realidades que já ocupei dentro de toda a minha existência a experiência me faz julgar coisas que eu não gostaria de julgar, até porque me sinto um preconceituoso a fazer isso, analisando o que desconheço apenas o símbolo que um pilar ocupa dentro da sociedade. Querendo ou não, ainda me torno um sujeito normal como outro qualquer, condicionado a ter percepções iniciais – mesmo sendo falsas – e nesse breve instante me sinto humanamente ignorante, elevado as contradições antropológicas que eu mesmo um dia li e re-li.
Os pilares que me sustentam hoje são de nível bem mais avantajados que os que me sustentavam antigamente, vivia eu na meninice do nada, na mesmice de todos, certo dia resolvi então me perceber não apenas como mais um, diferente de todos, consegui isso em méritos próprios, mas de tão pouca experiência ainda me torno pequeno e fraco, irreconhecível por muitos e criticado por muitos, assim como um dia eu fiz igual. Esses pilares sociais culturais simbólicos nos embreagam de possibilidades.
Poderia eu ter me tornado qualquer coisa que o meu meio permitisse, mas felizmente nada me tornei hoje além de um leitor que admira e ainda faz julgamento pequenos, tamanho sou eu perto dos homens que passam e transitam perto de mim, que mal reconhecem a si mesmos. Sorrio muito por dentro quando as aparecias enganam sobre a minha pessoas, mais ainda quando essas aparências não me trazem adição alguma. Julgar os fatos apenas pelos atos é tão mais preconceituoso. Por isso mesmo vivo, para experimentar cada vez mais...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Estado


Logo após a sua formação inicial o indicado dentro do país é que você comece a atuar dentro da área, mesmo antes com o estágio. Mas quando as realidades acadêmicas e escolares se chocam existem um processo burocrático na educação pública que determina esse choque, um processo que está nas entre-linhas, que transforma toda a teoria universitária em pó.
Dentro da escola busco sempre ponderar as realidades para que não haja choque, a compreensão humana ainda é outra problemática a se deslocar nessas vertentes, pois se tratando de alunos com aspectos culturais diferenciados, existe antes de tudo um preparo para que o mesmo seja inserido dentro da escola, pois dentro de seus lares o contato é feito primeiramente com pais, parentes e vizinhos, onde os limites são íntimos e com particularidades diferenciadas. A medida que os alunos são inseridos dentro de um novo campo social – a escola – eles tem ainda que se desligar do tradicional conceito intímo-familiar de convivência, adotando um novo padrão de ação para esse espaço, esse alterar o comportamento por novos padrões são desrespeitados pelas LDB e PCN que impõem as ações educacionais.
O conflito não parte da ação dos PCN’s, mas de todo o emaranhado burocrático de orçamento escolar minimizado que deixa o aluno a quem dos saberes de convívio que realmente necessita, sem um tempo necessário para compreender o seu novo espaço de socialização. Os alunos acabam trazendo suas tradições familiares para dentro da escola, como um segundo lar.
Essa é a importância do investimento do ESTADO na educação que falta, pois se o mesmo tem condições de sulgar todo o tempo dos pais para o ensino de princípios, moral e ética de convívio, deve ainda preocupar-se com as crianças que são deixadas em casa ou ao léu da realidade escolar para serem educados por pessoas que mal são conhecidas da família.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Palavras




A cada espelho, a cada segundo eu vejo apenas o reflexo da sombra que permeia o encantador e nórdido maramos da vida. As precisões tornaram-se incalculáveis nesse eixo de necessidades continuas, onde uma se desdobra perante a outra. Cada instante que cintila a paisagem de um novo recomeço é sempre afogado pelo aproximar de um fim, creio que ainda existam crendices sorrateiras que me deixa cego perante a realidade viva, mas aproximo a cada dia a realidade de uma concentração de subjetividade própria.
Se o fim fosse conhecido ou mesmo próximo esse espelho já teria se virado e poderia eu começar a enxergar a mim mesmo em um milésimo de segundo humano, e na compreensão dos que ficam tornar-me-ia apenas um passado de segundo que um dia foi presente, porque estaria acasalado pela morte mais furtiva. Pela crendice religiosa seria então colocado esse espelho perante meus olhos e tudo que um dia parecia longe de ser visto agora pode ser compreendido.
As possibilidades são variadas, mas enquanto ainda não me encontro comigo mesmo – ou ainda posso dizer, que as possibilidades não me encontrarem – vou efetivando um plano por vez, achando os perdidos rubis que ofuscaram os olhos de muitos e ao mesmo tempo mataram aos poucos. Não busco essa morte para compreender, quero apenas o que todos realmente desejam mas não tem coragem de dizer, descobrir o que não nos é possível compreender em vida material.
Hoje posso até me afogar em letras e linhas que parecem não compartilhar de nenhum sentido, mas você realmente não precisa compreender o que eu escrevo, o que interessa nessas linhas são os sentimentos expressos. Tais aqueles mesmo que se perderam em você um dia FL, hoje postei umas fotos suas, mas estão bem escondidas para o público, não que me seja uma vergonha dizer que um dia fui um idiota e não dei valor a você, mas por saber que um dia poderia ter sido realmente feliz e não deixei que isso acontecesse. Arrependimento agora não é a solução, mas creio que essa mágoa saia de dentro de mim quando eu postar isso.
Preciso escrever, falar de mim e das coisas que me afligem, sinto-me complicado demais para falar tudo de uma vez só para alguém, não teria essa coragem – aliás, hoje não tenho essas pessoas perto de mim – devido a essas e outras, hoje penso nas novas necessidades que postulei na minha vida como essenciais, deixei algumas coisas de lado que achava serem essenciais, mas só terei certeza se segui o caminho certo após algum tempo.
Fico feliz em desabafar com alguém, mesmo que seja com você em linhas, mesmo que seja comigo em letras, mesmo que seja em tradução repentina e impensada.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sem Fundamento Aparente


Passaram-se dois dias desde a chegada da primeira nave espacial, mas essa alusão de tentar a vida de outra forma, com outras formas estranhas que parecem espaciais, nada mais são do que espelhos da alma, reflexos do medo. Contradição contribuída da própria cerne individual.
Aqueles sujeitos têm uma forma estranha de se locomover – certo que mesmo como bípedes – ainda existe algo de não humano; talvez seja pelo fato de eu mesmo saber que eles não são humanos. Essas novas relações estão destruindo algo que era realmente só meu e fazendo-me pensar em um espaço novo, inanimado, propenso a novas convivências que jamais pensei que poderia ter. Seja como for, ainda tenho que me acostumar.
Estou há dois dias observando as atitudes do novos moradores terrestres, ainda não vi eles ingerindo nada de anormal, aliás não os vi ingerindo nenhum tipo de alimento, será que não comem ou se alimentam de moléculas de ar? Impossível para a minha compreensão passada; estou a quem desse modo de vida.
Não vejo o mover dos lábios, eles – os novos moradores terrestres – se comunicam de uma forma que eu nem mesmo sei se é realmente comunicação, para na frente uns dos outros, em seguida se retiram, como se falassem de uma forma que eu não compreenda, como se lessem pensamentos uns dos outros.
Assim acontece com os humanos de hoje, as letras tem vários significados, se juntam e formam vários milhões de significados, que nem ao menos nos preocupamos em saber se é certo ou errado, afinal nesse mundo de significados o que realmente é certo ou errado? Não existe limite para o individual, pensando assim somos mais extraterrenos do que os que julgamos de tal forma, somos nixo espacial dentro do meio ambiente que habitamos, estamos estáticos as ações fundamentais da natureza, mesmo que tentemos não ser literalmente tão naturais. Mas ainda assim, somos reflexos

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os nossos Deuses caíram



Homem, que homem és tu que não tão homem é para amar a ti, ama mais outro? Para glorificar o feito do outro, sem antes olhar para o que poderia ser; que idolatra sujeitos iguais a ti, por feitos tão mínimos a humanidade? Que homem és tu homem? Aquele que ama as pequenas coisas que se vão, que ama o brilho do ouro e esquece o mesmo brilho no olhar de uma criança perdida de amor.
Esse amor pelas pequenas coisas quando somado, torna esse objeto amado de grande porte, que pode ser conhecido no mundo todo. Mas esse amor é pequeno, simbolizado por um desejo tão tradicional que não tem real significado real para os sujeitos. Os nossos ídolos de hoje, são quase como deuses, suas imagens na mídia são difundidas para idolatração, o culto é tão aberto, que as orações chegam de todos os cantos, em pequenos espaços concentram-se milhões, bilhões de olhares, a transmissão de redes de TV é um clássico exemplo.
Dignificar os sujeitos por um amor ao homem que mal se conhece, nos torna tão mesquinhos, preferimos pensar na falsa felicidade, na inexistência dos problemas. Os tais dias em que passamos na frente dos nossos deuses foram consolidados pelo espaço que abrimos a ele, no pequeno altar que focalizamos dentro da parte principal da casa, onde recebemos nossas visitas e fazemos questão de demonstra o nosso maior bem, o mais importante; a ignorância.
Todos querem alcançar o céu, o ápice da felicidade que nosso relicário particular julgar demonstrar. Quando além das glórias você pode ver como seus deuses vivem, como comem, como se divertem, como riem, como são felizes, suas peles são perfeitas, parecem não ter mancha alguma de sofrimento. Mas esse mundo é mais efêmero ainda do que se parece. Vivemos cerca de 70 à 80 anos de vida, nesse meio tempo cremos nas informações que nos são repassadas. Você é o que você lê, o que interpreta. O julgamento pessoal sobre a condição de vida é subjetivo.
O amor que dispensamos aos nossos deus tem apenas o caminho de ida, daí vem toda a frustração de não podermos ser iguais ou ainda chegar perto deles. Talvez seja esse o grande pecado humano, estar como diz nos ensinamentos cristãos “a imagem e semelhança de Deus”, mas nunca podermos ser iguais a ele. Buscamos uma perfeição inexistente.

s maravilhas não tem humanos.


Cada instante que olho para os lados vejo pessoas de esteriótipos tão diferenciados, mas com metas tão comuns, tão pessoais, tão singular e ao mesmo tempo diferente, individualista; enquanto seus filhos vão para o shopping, homens se amontoam próximo aos viadutos; enquanto você pensa no mais novo celular, tem alguém que não tem mais a quem ligar; enquanto você se apega aos fast-foods, outros se contentam em lutar com as pombas pelas migalhas; enquanto você se preocupa em como vai inventar uma mentira para o seu chefe da falta no sábado, outros imploram emprego; enquanto você se preocupa tanto com você, outros não tem mais sentido para preocupação. Porque tudo era mentira, porque se tornaram o dizimo do sofrimento, a parcela que deve sofrer para outros ostentarem, e ainda são chamados de marginais, possuem inúmeros adjetivos para sua existência – se assim posso conotar em adjetivo do que são chamados.
Cada dia de andança é um novo choque, me indigna ter um prato de comida todos os dias e ver outros que nada tem, ainda quando coloco isso para alguém me dizem “A vida é assim mesmo, sorte para uns, outros nem tanto”. Mas que maldita sorte é essa? A vida se tornou um jogo de fato, onde perdedores e ganhadores devem ter certeza da sua existência sem ao menos poder pestanejar? Seria eu então um perdedor que aceita o fracasso da miséria, o dizimo do pecado sem ao menos clamar á alguém, essa lei humana é feita por quem?
São muitas perguntas para poucas respostas, aliás, resposta alguma me foi dada por ninguém. Os clérigos assistencializam juntamente com os governos a situação com pequenos gestos, uma filantropia barata e midiática; a massa mal pensa em outra coisa além dos lançamentos que um dia foram da classe “A”; os teóricos muito falam e escrevem, mas se incluem na classe “A”, se vendem ou vendem sua produção para o controle mais estruturalista, nada é modificado. As propostas humanas realmente cessaram de discussões, o que nos resta agora é apenas viver dentro desse meio tão controlado pela água comprada, até o alimento que lhe serve de sustento – aquele mesmo que falta há muitos.
Mas a nossa preocupação humana de um dia vivermos em sociedade foi-se, hoje vivemos em comunidades, sejam pequenas ou grandes, mas vivemos. Creio que a primeira ação para tal necessidade – a vida em um meio social – veio para a proteção contra os males da natureza, mas criamos mais males quando juntamos mais sujeitos próximos, não porque é natureza do homem ser ruim, mas porque é natureza humana viver sozinho; quando se aglomera em pequenos espaços, define territórios, desconhece seu semelhante – o da mesma raça – cria um cachorro, um gato, um papagaio, mas não traz para si um igual.
E porque apenas priorizar o homem nessa concepção de individualismo? Existe muito mais além dos homo sapiens sapiens do que podemos imaginar. Via de fato, é quando o ser que respira, já rouba esse ar de outro ao seu lado. A usurpação é ato de todos os seres viventes, sobrevivem uns sobre os outros, vivem através da morte de outros, para alimentação, para ocupar um novo espaço na moradia destrói-se uma mata, elimina-se os animais silvestres ao redor.
Nada mais é a vida do que a existência sobre a destruição e a morte, a vida somente existe pois consiste-se sobre seu antônimo na própria afã de estar viva, quando na realidade ela morre a cada dia. A tal essência da vida é mais morta que o corpo que ocupa.

Lady monster


Dizer que alguma coisa ou pessoa está dentro do contexto da moda, é necessariamente falar sobre um tempo delimitado, mas quando se dizer ao contrário; que o sujeito não está dentro dos padrões da moda? Talvez nesse tempo contextualizado não, mas existe uma ligação além desse gosto comum, um gosto individual, que pode estar ligado ou não com um certo grupo de sujeitos, mas em tempos diferenciados.
Precisamos então pensar que existem várias formas de representação dentro de uma sociedade. Lady Gaga faz uma versão totalmente controvérsia da moda, com suas roupas extravagantes em tamanhos e cores, a conotação mais simplificada que não pode ser comparada mais compreendida, como os desfiles da Alta Costura são sempre elevados a cores e formas que não serão usados nas ruas, mas é uma leve pincelada do que pode ser produzido.

domingo, 13 de junho de 2010

Eu queria falar do fútil


Entra em uma balada as 2 da manhã e tenta manter um diálogo produtivo com alguém que você não conhece? Provavelmente você vai ser julgado como qualquer outra coisa, menos como um interessado no assunto que ela possa dispor. Mas o mais interessante não está no assunto, mas na forma que as pessoas agem nesse tipo de ambiente, são tão preocupadas com as aparências frívolas da vantagem que deixam escapar seus defeitos mais sombrios, seus medos aparecem em discursos dicotômicos.
Esses dias mesmo entrei em uma danceteria, e como tal as pessoas dançavam e der repente começaram a se beijar, eu percebi que não havia um diálogo, apenas uma necessidade de estar próxima há alguém, talvez como um sinônimo de vantagem, um tipo de troféu pessoal a ser exibido. Notei isso em um sujeito, um forte, aparentemente com 30 anos, um estadunidense que mal conversava, ele rodava a balada toda beijando, se achando o grande ser da festa. Foi particularmente muito hilário.
O mais interessante foi quando isso quase aconteceu comigo, quando um sujeito (sem denominação de sexo) se encostou em mim, aparentemente bem alcoolizado perguntando do que eu gostava (tentando definir minha sexualidade); claro que fui educado na medida do possível e disse que estava na danceteria para dançar e não para me auto-definir para qualquer sujeito.
Fico por horas observando esse desejo louco, que parece um mal necessário, não sabe-se se alguém tem hepatite ou qualquer doença na boca, não se conhece sua índole ou ainda seu gosto musical, você simplesmente se aproxima e beija. Ao contrário de relacionamento entre amigos que antes de qualquer possível atitude física conversam e discutem, mas essas festas alcoólicas estão se tornando um verdadeiro martírio; pessoas alcoolizadas que ainda tentam discutir comigo que existe cultura na novela [OMG] foi o extremo da noite, ainda mais por se dizer que era um pseudo-hare krishna totalmente alcoolizado falando que estava com fogo no ..., enfim. Onde será que foi parar a meditação do hare-hare? Possivelmente se perdeu no modismo mal definido da novela daquela emissora que difunde e os leigos absorvem.
São assuntos do tipo que você consegue definir dentro de uma balada, ai eu fico me pensando, quando essas pessoas entraram na escola, ou ainda, que formação foi essa? São duas coisas tão unidas dentro do contexto e ao mesmo tempo tão distantes da realidade; palavras que saem depois de um gole, olhares que percorrem a íris mais tênua, mas embaçada e jura ter visto algo interessante. Nada além do supérfluo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O maior vicio do homem é visto no outro.


Quando você vai em uma festa repara na roupa de alguém e comenta, pois seu gosto é diferente, seja um comentário bom ou ruim; quando você ouve um comentário sobre a personalidade de alguém, seja ele bom ou ruim; quando você se preocupa demais com as pessoas que te rodeiam em criticas, sejam elas construtivas ou desmoralizantes.
Duas formas de cominatórios estão sempre presas a nossa realidade. Essas análises rotineiras que fazemos sobre os sujeitos que nos cercam em mais diferentes meios sociais, nada mais são que reações que temos dentro de nós mesmos e não confrontamos com a realidade, seja a que gostaríamos de participar, ou seja ainda por um vicio que tentamos não aceitar.
Temos uma interação social muito relativa, mas sabemos apenas que somos, brancos, negros, asiáticos, nordestinos, homossexuais, enfim, não graças a nossa não condição de não sermos, mas na condição do sujeito – outro – que se apresenta a nós como sendo. Nada somos se não comparados com outros, tudo o que somos é graças a representação externa que temos dos outros sujeitos que estão ao nosso redor.
Essa compreensão antropológica não foi criada por mim, mas deve ser interiorizada constantemente. Quando, por exemplo, uma mulher fala para a outra que aquela é “fácil”, ela sistematicamente sem perceber está levantando um julgamento de aparências, mas acima da tudo algo que está ligado as suas origens, essa pessoa que aponta tem alguém dessa forma em sua família, é assim na sua outra face humana ou ainda gostaria de ser assim e não pode, pois o seu meio não permite.
As criticas desmoralizantes são invejosas e nada mais que ataques a nós mesmos, devido a tal circunstância o julgamento humano é confuso. Acontece também dentro da ciência, quando não temos uma resposta coesa buscamos a mais aproximada com a nossa pesquisa e com a nossa realidade, porque o homem é fruto de pesquisa científica.
Mas quando fazemos um comentário de crítica construtiva estamos buscando igualar o sujeito criticado com nós mesmo, exemplo, quando alguém passa e você diz “nossa que camisa bonita. Tenho uma parecida”. É comum ouvir esse comentário.
As boas palavras são difíceis de ser ouvidas, mas as ruins são fáceis, lembram os nossos vícios mais intrínsecos, as nossas dores mais profundas, nossos medos mais escondidos de nós mesmo. Talvez por isso seja fácil comentar sobre os vícios, porque elas são mais nossos que dos outros. Teria apenas algumas palavras para determinar um vício se fosse considerado apenas pelo termo de um dicionário, mas como toda a boa parábola da vida. Um vício nada mais é que algo arraigado na nossa moral.
As páginas de relacionamento está cobertas de vícios, quando dizemos as coisas que não gostamos, certamente já experimentamos de alguma forma, mas não admitimos, quando o negar é muito intenso perceba que existe algo por traz de tal negar. Quando uma foto é postada dentro de uma pagina de relacionamento, saiba que ela quer dizer algo, mas quando essa foto é postada propositalmente, saiba mais ainda, que essa foto diz algo por fora, essa foto tem amor ou ódio, tem alegria ou dor.
Nada mais no homem me surpreende, porque ele é viciado em si e desconta os vícios nos outros.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Lost - o que é real?



O homem sempre busca respostas rápidas para tudo o que acontece em sua vida, essa busca incessante traz a aflição diária. Hoje terminou Lost, uma série que não tinha começo nem fim, que ninguém imaginava um começo sem fim, uma nuvem preta, uma organização misteriosa na ilha, viagens no tempo, nada parecia realmente se encaixar até o episódio 16 da sexta temporada. Porque sempre estamos buscando uma resposta rápida para a nossa mente.
Essas realidades que se apresentaram na série, uma sempre vinculada a outra, mas sem um nexo lógico até então foram nada mais que experiências pessoais. Primeiramente quando o avião cai na ilha, todos estão mortos, mas nada os faz pensar que isso seja real; seguido de uma série de “fantasmas” de pessoas que estavam dentro avião sempre instigando a busca de respostas, mas não eram respostas coletivas e sim pessoais; a fumaça preta que aparece como algo ruim está sempre provando os novos habitantes da ilha, sem respostas corretas, sem tempos exatos todos se sentem perdidos, porque sempre buscaram a lógica humana das respostas na vida. Esse anacronismo da série fez com que vários telespectadores desistissem de assistir, alguns por não terem mais curiosidade outros por realmente não conseguirem encontrar um nexo. Mas para os mais afobados que se ludibriaram com cada temporada que parecia com uma resposta diferente esse encerramento foi fantástico.
Essa nossa ligação com o material, as nossas construções nos deixam sempre cegos para o nosso eu interior. Lost buscou retomar constantemente as histórias pessoais de cada um, mostrando seus dramas e medos, apenas o doutor Jack foi compreender o que realmente estava acontecendo no final. A morte aparentemente prematura de John Lock nada mais foi que a sua compreensão para a realidade que vivia – sempre se julgando fracassado familiarmente e depois fisicamente pelo seu acidente – quando a fumaça negra – do qual não temos designação de nome – tomou a forma de Lock, não havia nada mais haver com aquele mesmo Jonh Lock que estava na cadeira de rodas, o novo Lock – fumaça negra – nada mais era que um medo novo a ser enfrentado pelos “perdidos da ilha”.
Tirar um sujeito de um grupo e necessariamente dizer a ele que não está morto pode causar um senso de solidão espiritual, mas quando você faz isso com várias pessoas ao mesmo tempo a realidade parece tão fiel, que nem mesmo nós – telespectadores – podemos discernir o que é real ou fantasioso – conforme nossa humilde concepção de real. Isso foi um fator que predominou intensivamente em Lost. Todos os sobreviventes muito preocupados em sobreviver, sendo que já estavam mortos há tempos.
Outro fator interessante são os nomes dentro da caverna, eram todos os tripulantes do vôo 815, mas foram riscados, quando essa caverna é mostrada só existem alguns nomes, mas todos os outros já foram riscados, talvez porque já tenham cumprido a sua missão na terra; talvez ainda porque nunca realmente estivessem dentro daquele avião, porque não seriam eles a serem provados e sim os que achavam estar vivos.
Lost trouxe um pouco de cada pergunta para os telespectadores, mas essa condição de nos fazer pensar perdidos não demonstra necessariamente a realidade da ilha, seria um paradigma entre a nossa suposta realidade e o quanto estamos perdidos em nossas vidas, buscando apenas as questões matérias e nunca olhando para dentro do que realmente somos, entre essas e outras, considero Lost no seu final como algo que realmente vai deixar lembranças, pois pensamos sempre naqueles “sobreviventes” como tal, se soubéssemos que estavam mortos buscaríamos respostas rápidas que temos dessa condição de morte, atravessar paredes, interferir na vida de outros, mas nunca se ferir, sofre ou coisas do gênero.
A purgação então foi a carta nunca pensada nesse belo jogo de ideais que vão e vem, temos sempre uma concepção marcada para tudo, temos respostas para tudo e quando não as temos buscamos sempre colocar como uma suposição sobrenatural, com as nossas próprias ideologias. Lost vai deixar saudades, porque nenhuma série mexeu tanto com essa condição de realidade.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Parangaricotirimirruaro



Hoje tenho outra necessidade!
Se isso fosse realmente alguma novidade creio que não seriamos pós-modernos, podem nos colocar como fúteis, superfulos ou ainda serem consumidores, mas não tem nada melhor que descobrir que alguma coisa nova foi lançada, que a bolsa mais cara é modelo inédito, que o carro do ano pertence a você. No que isso te agrega? Materialmente muito, humanamente nada.
Pense da seguinte maneira, toda a vez que existe um artigo de luxo caríssimo em lançamento, quem detém poder econômico compra, que não tem critica e vê como algo supérfluo. Mas o que seria superfulo para alguns é necessário para outros, é sobre essa termologia que a democracia dos gostos e aquisição tentam superar as igualdades, seria realmente entediante viver em um mundo de idéias comunistas (podem me julgar os socialistas e comunistas, comunidades de tempos que ainda viram) mas a tendência da novidade abomina a igualdade, ela correi todas as produções de venda do homem que se baseiam em artigos de luxo, que tem seus derivados para as classes menos abastadas, e as menos que abastadas contentam-se com o admirar do novo nos outros sem ao menos poder possuí-lo.
Seja qual for a necessidade material que tenhamos ela está ligeiramente ligada a nosso meio, tanto pela apresentação de algum agente individual ou ainda pela produção midiática que foi criada em torno dele para tentar demonstrar sua necessidade frívola. É para isso que criamos o nome da chamada tendência, porque é particularmente a mais inovadora dentro do campo efêmero .
Citar o campo material como ausência de humanidade seria corriqueiro se não usar as palavras certas para definir a produção cultural que está engajada por trás, perceber que agentes das mais variadas camadas sociais estão envolvidos, e que nada é necessariamente é imposto, mais disposto o uso e desuso é algo individual, peculiar.
Nessa sociedade que se diz tão social, onde os julgamentos são paciveis de analise superficial, não há nada além do que os ignorantes podem ver, mas aqueles que pensam de forma humana compreendem que a exatidão do gosto está concentrada no meio, pelo meio.
Póstumo final, acredito no homem e toda a sua individualização é consagrada pelo desejo árduo do sujeito que se une e transforma-se.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Seja



Quando acordo de manhã logo me deparo com meu rosto, mais sincero e envelhecido; as marcas de expressão são conseqüência do meu passado, as impetuosas marcas que só aumentam e não dão sinal de saída, apenas progridem; os olhos já não são tão vivos e atentos, mas o sentimento de dever cumprido comigo mesmo é cada vez maior.
Temos as nossas falhas que muitas vezes tentamos esconder ou ainda omitir a nós mesmos, mas são todas conseqüências de uma atribulada passagem pela história pessoal chamada vida. Quando tudo parece tão fraco, quando as pessoas parecem tão simples logo elas se reúnem e tornam-se tão complexas, tão plurais. Os defeitos individuais ainda são escondidos na fala, tem-se a visão que demonstra para cada grupo, alguns se mostram fracos, outros nem tanto. Mas aqueles que envelhecem lembrando que um dia foram jovens, são aqueles que reconhecem seus defeitos, suas dores e aprendem que nem tudo é perfeito.
Tento por dias olhar para meu rosto e descobrir onde estava toda a minha juventude doida, todas as minhas histórias estão marcadas dentro de mim, algumas eu tento esconder de mim mesmo, outras eu tento nem mesmo demonstrar. Mas do que valeria minha vida se ignorasse meu passado? Se esquecer quem sou é ser outro, prefiro ficar comigo mesmo, saber o que estou e não somente o que sou.
Podendo ser várias coisas ao mesmo tempo no dia, podendo transparecer minhas qualidades e esconder meus defeitos eu ainda sei que sou para alguns, mas para mim eu nunca sou, apenas estou. Porque de fato, estar é bem mais belo da natureza humana. Estar é sentimento de sujeito pensante; ser é estável, imutável, impensável, portanto ignorante. Não admito que me apontem o dedo me dizendo o que sou, pois não sou nada além de mim mesmo, onde estou é apenas uma passagem, como estou também.
Enfim, o que importa mesmo é viver.... Vivendo bem consigo mesmo, sempre estaremos bem... Estar e não ser bem

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Que os cegos abram os olhos......


Ontem eu pensei em uma coisa que ainda não tido tempo de pensar. Certo amigo meu me disse que namora e que sua namorada pediu que ele mudasse tudo nele, o termo tudo ainda foi usado em letras garrafais, mas o que necessariamente uma pessoa pode nesse caso ver de atrativo na outra? Posição social? Beleza? Interesses que não são nem um pouco próximos a amor. Certo que para uma aproximação inicial entre duas pessoas é necessário que haja um atrativo, mas o que seria esse atrativo em casos de choque? Onde duas pessoas se encontram ou se esbarram em lugares freneticamente eletrizantes, baladas, barzinhos festas e similares!
A palavra bem utilizada então seria uma atração inicial, seria um ponto de partida, mas isso não quer dizer que seja um ponto final. Quando conhecemos uma pessoa a quem pedimos em namoro estamos aceitando a mesma do jeito que ela é, da forma que está às mudanças no caso do exemplo acima são exigidas de forma tão anacrônica, que não existe coesão alguma em querer dessa forma. Nesse contexto bem particular uma mudança ocorre dentro de um relacionamento de ambas as partes, nada de pressão de apenas um lado, mas isso ocorre de forma natural, ao seu tempo.
Particularmente eu não pediria para alguém que está comigo para mudar tudo, porque o nosso relacionamento começou sabendo que eu sou diferente, as pessoas tem que se aceitar de forma diferente e reconhecer que na diferença do outro é que está a sua existência. Ser diferença é ser belo. Um grupo de pessoas iguais não tem nada para oferecer uma há outra, mas se são diferentes, somam suas qualidades, repensam seus defeitos e constroem um outro ser dentro de si mesmo.
Fiquei meio aflito em pensar que ainda pessoas que não aceitam as diferenças, ainda mais sabendo de todo o desenrolar da história que até meu nome envolve, mas não vou falar disso aqui, acho que seria muita falta de privacidade com o meu amigo, afinal a história de vida é dele. Mas sabendo como tudo ocorreu eu fico me pensando o quanto me isolo as vezes das pessoas, não querendo também sua diferença perto de mim por medo, tédio ou até mesmo soberba.
Espero que realmente seja Feliz.
Pessoas inteligentes, falam de assuntos inteligentes; pessoas normais falam de coisas; pessoas medíocres, falam de pessoas.

sábado, 24 de abril de 2010

Morre Macaco


Em um tempo onde mais nada acontece como deveria realmente acontecer, onde o que deveria acontecer era apenas a supressão de expectativas que um dia desenvolvi dentro de mim, que imaginei que seriam concretas no futuro distante ou próximo, mas que se tornaram distantes demais da realidade, pois são apenas fantasias.
A fila anda; o macaco pula a chuva cai; o macaco cai quando fica doente. É por esse ciclo que o ser humano passa, por vezes ele espera a chuva que nunca vem, mesmo no momento de maior estiagem, ele é um macaco novo, mas envelhece. O macaco um dia não agüenta mais segurar nas galhas, ele sucumbe a cair, ele quebra seus ossos; ele cai.
A chuva que um dia foi esperada ajudou o macaco a cair, com ela os galhos ficaram mais escorregadios, os animais selvagens da água apareceram no mangue e quando o macaco velho acha que sua velhice é suficiente para matá-lo vê que tem outros predadores mais vorazes que seus ossos.
Macaco velho, macaco novo, chuva ou sem a chuva; a questão não está no ser de agora, mas no o meio prepara para ele, a natureza pode realmente ser uma arca contra o macaco, mas o seu meio social é o que realmente pode matá-lo mais rapidamente por dentro, do que um jacaré que fica de fora esperando ele cair da galha.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Uma simples agulha



Qual a grande diferença entre a agulha e sua cabeça? Um ser achatado e outra longa e fina? Então qual seria a diferença entre um poder executivo e um judiciário?
Você entende hoje o grosso, o que realmente consegue ver e não o que deveria saber. Nossas atividades estão totalmente voltadas para o tecnicismo da questão social e não mais para a filosofia da vida, a ciência da humanidade, porque não existe necessidade de você pensar para que servem as funções da administração pública, você não trabalha nela. Mas quando é sobre a cabeça da agulha e seu corpo, você tem que entender minuciosamente como se faz, ou pelo menos em que parte desse processo de produção você vai trabalhar.
Essa formação do corpo social pós-moderno está cada dia mais fácil, os sujeitos conseguem as respostas mais rápidas para a sua vida pelo google, em uma definição sem muitas vezes autores especializados, apenas curiosos que por vezes reproduzem de livros, o tecnicismo também chegou as escolas. O aluno não precisa saber quais as funções do Estado perante ele, nem as dele perante o Estado, precisa apenas saber que se ficar desempregado tem a Bolsa Família, a Bolsa Escola, a Bolsa Alimentação. Mas ai eu me pergunto, porque ninguém dá um Bolsa da Prada, Bolsa Louis Vitton ou ainda Vitor Hugo? Não precisa dar não o caminho técnico também copiou dessas marcas suas formas e símbolos, as famosas falsificações que enchem os olhos de quem não tem.
Quando alguém me pergunta que horas são, eu logo penso em que é essa pessoa que não sabe nem mesmo que horas são agora, que perdeu o seu valor humano pelo tempo da fábrica, da loja ou mesmo da escola. Perdemos o nosso tempo em atividades vendidas e compradas, não sabemos o significado, mas estamos no embalo.
O homem transformou a natureza em objetos pessoais, os objetos pessoais transformaram o homem em coisas, as coisas são inanimadas e sem vida. O homem tem vida nessa condição?

Nas entrevias da vida pensamos pouco durante toda a nossa existência, podemos dizer que realmente pensamos somente depois de muito esforço, estamos muito acomodados com a novela que vai começar daqui a pouco, com o trabalho que vai recomeçar depois do ludibrioso domingo ou feriado de alguma coisa – que ninguém se preocupa mesmo em saber de onde vem, o que importa é que não trabalho hoje, é feriado – mas o ciclo continua e se você se frusta e sai do sem emprego, logo entra ou número, no sentido literal da palavra, número de CPF ou RG. Seja como for, as coisas que antes não tinham nomes definidos e foram se criando e criadas, hoje são controladas por números e controlam os números. Pense nisso!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Estar ou Ser, eis a não questão....


Sempre quando você encontra-se deprimido e sozinho parece que as coisas vão saindo da sua cabeça sem muito forçar, você olha para o lado e se pergunta, onde estão as pessoas que diziam ser suas amigas para todos os momentos? Resposta, cuidando de suas próprias vidas, de seus problemas. Isso não quer dizer que elas não gostam de você, mas elas também vivem em um mundinho que a gente por vezes não conhece. O fato não está em onde elas estão quando você precisa delas, mas quando elas estão mais próximas de você.
Já tive muitos ‘colegas’, alguns que até mesmo confundi com amigos, mas essas pessoas vão e vem na nossa vida, a melhor coisa a fazer é não criar laços muito afetivos com seres dessa forma. É mais assim que me sinto quando alguém me fala de amor; que ama, que se sente amado, que está perdidamente apaixonado. Como se isso fosse o ápice da vida, como se mais nada importasse. Convenhamos que essa balela de amor é realmente uma falácia humana.
As pessoas se buscam em contradições reais, em delimitações tão assombrosas que por vezes parecem seres irracionais, não tem motivo real para viver. O homem realmente nasceu para viver acompanhado de alguém? A individualidade humana é tão dúbia que me esquivo a dizer que existe espaço para preenchimento do outro; os ‘homo’ que se dizem sapiens, e afirmam isso mais uma vez com tal benevolência de si mesmo ao dizerem-se sapiens sapiens estão mortos.
A individualidade perdeu sua força quando surgiu o egocentrismo, esse mesmo de filmes ou da vida real, você se torna tão individual, mas precisa mostrar para alguém que tem algo melhor que esse alguém, precisa se afirmar, isso acontece no seu eu egocêntrico. Se o homem é assim tão individual, porque não ficou assim durante toda a existência do sapiens sapiens? Pelo simples fato do egocentrismo que exacerbou todas as formas de convivência em exaltação pessoal, onde nada pode ser provado sem que outro esteja vendo e possa assinar o testemunho. Eu preciso me mostrar feliz, rico, convencido de minha beleza, é somente por isso que vivemos em comunidade, qualquer outra interpretação pode ser vista como um filme da Disney, montado em meios de necessidades criadas por homens que se agrupam, mas tentam se destacar dentro de sua própria comunidade.
Nascemos sozinhos, apenas com um cordão umbilical, depois que ele se corta o que nos resta é a dura realidade dos fatos, sua mãe se vai, seus amigos se foram, o que te restou? Apenas o que você produziu, se você apenas viveu para comer, não digo isso no sentido direto da frase, um viver para consumir, uso assim, então você realmente apenas vegetou e sua diferença com um vegetal não é apenas conotação, mas uma exemplificação factual de que o vegetal é apenas mais equiparável a você pela estabilidade, porque pela necessidade o vegetal ocupa mais espaço, ele é consumível e você usável.

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa


Sabe aqueles momentos que vc se pega sem fazer nada? Em que a vida parecer estar andando e você está indo lentamente atrás dela, quando você está sem pressa de entrar nesse vagão. Bem assim me sinto agora, a vida está tão lenta, mas estou tão mais lento que ela; nas ruas já da para ouvir o silêncio, quebrado apenas por poucos carros que ainda trafegam essas horas, afinal, amanhã é segunda-feira, as pessoas tem que acordar cedo para trabalhar.
Ao song de Adele estou aqui agora, tirando cada letrinha que me sai da cabeça, olhando cada tempinho no relógio que roda bem lentamente. Hoje foi um dia tão zen problemas, como se as coisas flutuassem, como se nada fosse dificultoso. Acho que preciso mais cansar o corpo.
Como pude deixar de compartilhar esse momento de hoje, pela enésima vez decidi parar com a nicotina, mas agora é sério, vou fazer mais exercícios, cansar meu corpo e deixar minha alma limpa de coisas impuras, pessoas impuras. Essa coisa de ficar me divertindo com o as pequenas coisa me deixa empolgado. Veja hoje, na parte da tarde fui para a lagoa com o Éder Pedro, duas voltas bem divertidas com palavras bem amenas. Esse sol do outono me traz felicidade, coisa que eu não sinto há tempos.
Meus amigos de verdade da faculdade se foram, só percebi que ficaram algumas pessoas que não são tão amigas como eu imaginei, tenho o péssimo costume de me abrir demais com as pessoas sobre a minha vida, mas poucas sabe onde mais me dói realmente nas noites escuras, poucas conhecem a realidade dos fatos. As pessoas com quem convive sempre vêem o Guilherme feliz e cheio de piadas para animar o dia, mas por dentro fico remoendo umas coisas que nem eu mesmo sei de onde tiro.
Os amigos que ficaram, posso contar nos dedos da mão e ainda sobra dedo; estão meio distantes da minha realidade, estão trabalhando e construindo coisas novas para eles mesmos. É certo que eu fiquei meio passado com a situação atual, mas estou mais equilibrado. Minhas noites agora tem sonhos, devo isso a Deus, não que eu peça, mas agradeço todas as noites somente por existir em estado de saúde perfeitos.
Queria realmente ser uma pessoa bem melhor, queria ajudar mais as pessoas, mas nem sei por onde começar. Na verdade eu queria que não houvesse mais sofrimento, que todas as pessoas pudessem ser mais felizes nos dias que passam, mas eu não sou Deus néh.
Vou dormir agora com a consciência limpa, com paz no coração e com a esperança do meu lado. Seja o que Deus quiser nessa segunda feira. Amém!

Sua vida é uma mentira social


Não estou aqui para dissimular os fator, mas apenas para ludibrias os atos; por essa linha o Blog seguira sobre as nuancias informativas dos sites de informação, a tendência é o prosseguimento de uma análise sem rótulos, mas variavelmente estigmatizando os mesmo sobre os sujeitos.
O que mais lhe interessa em aspectos de leitura, música ou cultura? Quais as notícias que são relevantes para a seu dia? No que agrega a sua existência o ‘assistir de uma telenovela’? Perceba consequência dessas indagações com o que lhe é apresentado hoje pelos meios de comunicação! Estaria eu sendo um pouco hipócrita se dissesse que nunca assisti uma telenovela, mas do que ela realmente lhe serve o dia-a-dia? Para criar um assunto dentro do seu local de trabalho ou ambiente escolar?
As telenovelas são como filmes, mas dispersas em períodos bem mais prolongados, devido a isso sua interação com o público é maior, as pessoas se chocam, riem, choram, ficam alegres e sentem ódios de alguns personagens. Muitos desses personagens que são interpretados apresentam similaridades com alguém que conhecemos, devido a isso a familiaridade com as novelas é muito real, principalmente para a cultura nacional.
Devido a grande quantia da população que assiste as telenovelas no país as industrias mediáticas utilizam-se das mesmas para venda de seus produtos, essa tendência tornou-se mais aparente apartir das décadas de 90. Mas o fetiche de se ver em um personagem como você mesmo ou reconhecer o outro na novela não ultrapassa as linhas desta ligação, não existe um elo lógico de crescimento nesse tipo de programação. No mais o que ainda pode-se conseguir com uma telenovela é a interação de assuntos em mesas onde nada mais pode ser discutido, porque as pessoas estagnaram a sua vida apenas as relações próximas existentes no seu meio social.
Um fato consumado é quando nos indentificamos com certos personagens ou ainda queremos ser iguais a eles, nosso instinto é acompanhar passo à passo da programação para levar os novos verbetes para as ruas, para nos mostrarmos interados com algo. Mas onde realmente fica você nessa questão? A olho e imagem de personagens que vão se transformando? Que se utilizam de cartões de créditos de determinado seguimento econômico? Que vestem marcas? Que vão a determinados lugares, cidades ou países somente porque o personagem gosta?
Nunca se esqueça que as telenovelas, assim como qualquer produção filmitica é enganjada de uma série de patrocinadores que visam o lucro constante e determinação dos seus passos em todas as circunstâncias da vida. Dizer que estamos em um verdadeiro Reality Show, mas no uso aplicado do Reality; tendemos a não pensar nas nossas atitudes, pois parecem sempre tão naturais, de gosto individual, mas isso se faz apenas quando se pensa. Quando estamos dentro de uma linha de comandas universais de um sistema que nos obriga a consumir, não temos mais nada o que pensar, a própria estrutura faz-se base para universalivação e legitimação das questões que considera primordiais para sua coexistência.
No mais vale sempre lembra que filosofar sobre a existência individual é acima de qualquer coisa perceber que essa existência só é possivél junto ao corpo social que compomos, o que nos leva ainda a pensar que tipo de meio estamos vivendo e a qual modelos devemos seguir. Nada de ideologias prontas, apenas propostas de pensamentos.