segunda-feira, 16 de março de 2015

REFLITA ... DISCUTA ... COMPARTILHE 


É de comum senso entre os pesquisadores e historiadores que o homem e a sociedade vivem em um processo de constante transformação. O que mais tem se debatido todos os dias no Brasil, são as formas de corrupção no poder público. Mas antes de pensar na prática da corrupção em Gestões Públicas, ou seja, no mandato do candidato eleito é IMPORTANTISSÍMO referenciarmos em qual articulação esse mandato foi confeccionado, quantos votos foram comprados, quantos cabos eleitorais contratados, quanto de dinheiro foi investido em um campanha?


Nunca parou para pensar o quanto é investido em uma campanha de vereador, prefeito, deputado, governador, etc...? Pois bem, as empresas não investem nesses pseudo-líderes políticos, senão apenas para manter sua manutenção financeira, barganhar superfaturamentos em compras e licitações, ou ainda promover um verdadeiro balcão de empregos públicos, promentendo cargos e funções na gestão pública, que deveriam ser ocupados por pessoas com conhecimento técnico e não pela sua Legenda Partidária, afinal estamos falando de uma máquina que consome dinheiro público. Um Banco Privado, uma empresa privada não contrata um profissional sem a miníma qualificação técnica para exercer funções de eficiência, apenas pelos seus lindos olhos. Acredito que pensando nessa perspectiva, podemos observar o quanto serviço público contrai-se de inúmeros desse cargos, apenas para manutenção de candidatos, campanhas ou mesmo interesse de grupo, onerando gravemente os cofres públicos.


O serviço público em todas as suas esferas tornou-se motivo de chacota, infelizmente interferindo na credibilidade de todos os seus funcionários, que muitas vezes são concursados e recebem salários inferiores a outros que levantaram bandeiras políticas e ainda são obrigados a ouvir desses mesmos devaneios sobre uma pressão governamental ou retaliações, pois suas atividades está intimamente ligada ao servir público, que está arrolado as determinâncias executivas. Onde fica a meritocracia, tão aclamada pela democracia participativa?

Estamos em um tempo de calamidades econômicas, sociais e estruturais, não podemos pensar apenas no nosso umbigo e acreditarmos que tudo poderá ser resolvido por outras pessoas, senão por nós mesmos. Se estamos indginados com a política, devemos construir formas de compartilharmos de discussões inteligentes, sobre as decisões que são tomadas nas em todas as câmaras e gabinetes existentes, independente em qual esfera atue. Um Brasil melhor somente será feito com pessoas que tem o melhor para dá, ou você ainda vai passar os dias da semana, assistindo as três novelas transmitidas diárias e se conformar com o conforto do seu sofá, enquanto as leis são alteradas e seu futuro está em jogo? 

Pense e reflita. Que Brasil você quer e o que você está fazendo por ele?

sábado, 14 de março de 2015

Impeachment ou Golpe Político?


''Primeiramente, como é constituída a dita Governabilidade...''

Existe uma eleição democraticamente obrigatória (considerando o preceito de liberdade da democracia, o voto obrigatório é uma afronta aos interesses públicos pois obriga pessoa desinformadas e sem conhecimento sobre política a votarem), onde cargos legislativos (deputados estaduais, federais e vereadores) e executivos (Prefeito, Governador e Presidente) são elegíveis pela maioria da população, que diga-se de passagem, não foi preparada nos últimos 30 anos, para uma educação política efetiva pelos governos anteriores e atual, nem mesmo pelos vários partidos políticos que se constituíram desde a Constituição de 1988, sobre o principio da pluralidade na política, ou seja, a constante alternância do poder, exigida para dar maior aderência a práticas da austeridade. Dessa forma, sem uma sociedade preparada para reivindicar, fiscalizar e acompanhar as práticas políticas foi fácil levar o país a situação que ele se encontra hoje. Não podemos nos esquecer de que somos vitimas de governos coalididos, ou seja, que fazem manobras e barganhas de cargos e interesses por votos de aprovação no Congresso Nacional, em favor dos interesses do Poder Executivo, caso similar nas escalas do micro poder, municipal e estadual.
Existe uma crise das Instituições em todas as suas escalas do Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), em âmbito municipal, estadual e federal, devido aos grupos que estão mantendo a gestão pública, os partidos, lutarem apenas pela manutenção do poder, que apenas pode ser constituído através de uma base de sustentação financeira, ou seja, na estrutura das eleições, quanto maior o investimento  privado em campanhas (panfletos, cabos eleitorais, santinhos, doações sinistras por meio de compra de votos), maior será a profundida do rombo que esse candidato dará nos próximos quatro anos de mandato. Por quê? Por que, ele (partidos e candidatos) necessariamente tem que pagar o valor investido nessa campanha aos financiadores que vislumbram nas licitações e serviços públicos legalmente abertas, formas de manutenção do poder financeiro de seus grupos e não de interesse público.
Considera-se, portanto, que o rombo causado na Petrobrás pela corrupção, já vem sendo feito há muitos e muitos anos, por todos aqueles representantes públicos que investiram milhões em suas campanhas a troco de que? De ser um bom samaritano? O Brasil sempre esteve amarrado a esses laços de corrupção nos períodos de eleição, que se estendem pela gestão pública. Esses partidos que hoje fazem parte do Congresso Nacional, com nome de Deputados e Senadores ligados a operação Lava-Jato, mantém o poder há anos por meio de barganhas e vão continuar personificando essas ações, na medida de seus interesses e da falta de participação popular na gestão pública continue sendo passiva.
Os banqueiros aumentaram suas faixas de lucro em três vezes nos últimos 10 anos, a custa de uma falta de aplicação de investimentos na educação e saúde. Ainda existe uma grande discrepância entre a riqueza e pobreza. O estado que deveria ser um regulador das atividades econômicas em seu território, para manter a ordem da distribuição de renda digna a seus cidadãos, se tornou cúmplice do investidor internacional e suas políticas de espoliação (extração) das nossas riquezas, mas ao contrário ele (o Estado) acena com uma bandeira branca aos bancários e montadoras, a custa de uma pesada carga tributária (Impostos) aos contribuintes.
A conjuntura que nos leva a crise financeira de 2015 é efeito daquela ‘Marolinha’ citada pelo Lula em 2008, que se misturou com as denúncias de corrupção na Petrobrás e virou essa voz difusa e confusa de uma população, que ainda não compreendeu que o problema não está apenas em uma ação presidenciável, mas pelas coalizações e barganhas de ministérios e cargos de segundo escalão até hoje disputados acidamente dentro do Congresso em troca de apoio político norteiam. O certo é que percebemos que essa insatisfação vem contra as ações recentes nos aumentos de vários itens de consumo, mas um impeachment não pode ser pedido pelas condições econômicas, não é CONSTITUCIONAL.
O que me espanta é a capacidade de partidos como o PMDB com Eduardo Cunha (Presidente do Congresso Nacional) e Renan Calheiros (Presidente do Senado), os dois acusados na operação Lava-Jato, colocarem-se como única saída para salvar o país, como se fossem os heróis do Brasil, como se tivessem esquecido quem eles realmente representam no cenário político. Caso tenham se esquecido, se a Dilma cair, assume o Michel Themer (também do PMDB). Agora me digam, como você acha que serão resolvidas as coisas, por um partido que está tão intimamente ligado a corrupção em todas as suas escalas, perceba a sua formação, empresários, industriais, bancários e ruralistas, isso realmente representa o seu interesse? Com as formas menos populares possíveis de governo. O PMDB não tem um histórico de ideologia política, sempre se manteve na conveniência de alianças para manter o poder e por ser um partido movediço, sobre acordos de interesse visivelmente sempre empresariais, não seria uma boa opção para nosso país. Não confio!


Temos que lutar por um Brasil melhor sim, mas depois das manifestações de junho de 2013 e com algumas leituras, percebemos que a forma mais legal, viável e democrática de tomar o poder é pelo voto, nesse sentido  a população insatisfeita com a política, deve  se organizar e formarem os novos grupos de candidatos com propostas e ideias. Convido vocês para o movimento politizado dentro da sua cidade, com grupos que atendam os interesses coletivos e sem investimento privado, o que tornaria a campanha realmente voltada a população, mas essa população deve também ser conscientizada de como funciona o jogo da política. Enquanto houverem homens que lutam por mudança, haverão mudanças, se continuarmos apenas apontando defeitos sem participação que não deve ser feita apenas em época de eleição, mas em todo o mandato, continuaremos sempre reclamando e reclamando.


Quem organiza o Impeachment??


O pedido de impeachment é político, organizado por partidos que perderam as eleições, não vou colocar qualquer tipo de adjetivo termonológico, como "de direita", "elite branca" ou qualquer outra conotação que venha sendo dada ao golpe vindo de dentro do Congresso e sendo absorvido pela população menos informada sobre a economia internacional e a conjuntura institucionalizada do governo. Caso vocês, senhores ditos "politizados" nesse momento de crise, não tenham acompanhado no início de 2014, fora dito por economistas que o governo que assumisse o Brasil em 2015 (Fosse Genro, Silva, ou Neves) enfrentariam uma forte crise internacional. Não sei qual o desajuste de informação. Caso os Senhores não tenham tido essa informação, busquem também saber porque o BRICS, que inimigo direto hoje da maior economia gerenciada pelo mundo (USA), por trata-se de um Banco que busca financiar atividades nas maiores economias emergentes do Mundo (Brasil, Rússia, China, India e África do Sul), livrando-as da instabilidade corrente do dólar nos mercados internacionais, vem sendo boicotado. Perceba como a Rússia tem recebido sanções internacionais, das alianças econômicas, justificado pela instabilidade social na região da Criméia (Antiga Uncrânia). Esse é o objetivo do investidores externos que vem acompanhando e financiando a Rede Globo, para que a mesma continue compartilhando a idéia de que o problema é Executivo. Ao incentivar por meio de reportagens e discussões exclusivamente voltadas ao pedido de impeachment, esquecendo dos 54 deputados e senadores apontados na operação Lava-Jato. Por quê? Lembre-se que essa mesma emissora apoio a Ditadura Militar junto com os Estados Unidos, não digo que haverá golpe militar ou algo do tipo, digo que devemos tomar cuidado com essa emissora. Eu não confio...


Observação: Não carrego comigo qualquer tipo de preconceito, sobre as manifestações ou pessoas que nela se organizam, só acredito que devemos propor uma manifestação direcionada ao cenário de problemáticas econômicas e políticas, no amplo sentido da discussão. Crucificar apenas um Poder [Executivo], sobre o pretexto de que resolveríamos todos os problemas do Brasil, deixando os corruptores acusados na operação Lava-Jato com presidentes de Casas Institucionais e participantes de comissões na Câmara dos Deputados, não tem lógica alguma!


quinta-feira, 12 de março de 2015

Muito Prazer, ainda não tive tempo de me apresentar, mas desculpe senão havia feito isso antes, estive sempre muito ocupado e preocupado com questões mais amplas, do que ficar falando de mim publicamente, sempre acreditei que minha vida não fosse de interesse de ninguém, mas como hoje tenho assumido uma postura pública, acredito que seja conveniente que todos conheçam de onde venham, para que não me façam julgamento de valor preconceituoso. Pois bem, sou o Leles Guilherme. O que algumas pessoas sabem de mim é referente as minhas criticas e as que eu recebo publicamente, por falar aquilo que eu acredito ser conveniente, no aspecto público a ser discutido. Mas tem uma parte da história que ainda não lhe foi apresentada....

Nasci em 1984, filho de uma digna senhora sempre trabalhou muito para não deixar que seus filhos caíssem no mundo da marginalidade, mesmo que fisicamente tenhamos vividos sobre essa referência social de morarmos em um bairro periférico, pelo baixo poder aquisitivo que minha família sempre teve. Isso porém não foi um problema para interferir naquilo que de mais digno foi ensinado, o respeito aos bons princípios coletivos.
Morador do Bairro de Vila Piloto desde 1989, sempre tive um carinho inegável por esse bairro e pelas pessoas que nele moram. Estudei aqui e compartilhei dos mais variados momentos nesse bairro desde a infância e por ser um bairro, onde as pessoas foram se construindo socialmente os laços aqui são muito íntimos, desde o atendente do mercadinho da esquina, ao dono da bicicletária, da oficina, dos moto-táxis, dos agentes de saúde, etc..., como é bom morar aqui.



Sempre estudei em escola pública, inicialmente na Escola Padre João Thomes, aqui do bairro e o Ensino Médio no JOMAP, quando também fazia curso de elétrica no SENAI. A vida não era fácil e nunca foi, andar de bicicleta por essas longas distâncias, quando eu poderia estar fazendo qualquer outra coisa mais divertida, mas eu conseguia me distrair no volêi junto com a galera da escola e mesmo do treino que fazíamos depois das seis da tarde. Mesmo assim, nunca desisti.

Passado o momento do colegial a responsabilidade de conseguir um emprego e entrar na vida adulta tomaram conta de mim, consegui um emprego como auxiliar de produção em uma fábrica de calçados, a duras penas de uma indicação e por lá permaneci por longos dezoito meses, de segunda à sábado, das cinco da manhã as duas e quarenta e oito, por um salário de duzentos e setenta e dois reais (R$ 272,00). No período noturno fiz cursinho na Escola Afonso Pena, por um ano, convicto que faria uma universidade pública. Nesses locais conheci pessoas maravilhosas e de lá trouxe uma experiência de vida, responsabilidade e trabalho que me acompanham até hoje, sobre a premissa de buscar ser sempre dar o melhor de si, independente do que esteja fazendo.

2006 ... Sai correndo cedo de casa em um dia chuvoso, logo pela manhã, fui na Lan-house de perto de casa, onde fazia uns bicos (além dos bicos que também fazia em salão), abri o site da COPEVE e lá estava meu nome na chamada do vestibular, APROVADO. Foi algo inacreditável, meu amigo Hudson estava de serviço (na lan-house) nesse dia e foi o primeiro a ver meus olhos cheios de lágrimas. Um sonho de alguém estudou em um escola pública, trabalhou duramente em uma indústria e conseguiu passar no vestibular a duras penas, mas esse era apenas o começo de uma luta.


 Aprendendo a Lutar por Direitos...


     .... [2006] A UFMS passa por um sério período no Campus de Três lagoas, professores se aposentando, sem contratações, sem concurso, as salas com infiltrações, documentos históricos mal acomodados. Essa realidade era geral, mas apenas alguns cursos de licenciatura na época se manifestaram em caminhadas do Campus I ao Campus II, porém o problema não poderia ser resolvido de Três Lagoas, então fomos a Campo Grande e lá passamos um mês acampados em barracas na frente da Reitoria, aguardando uma posição do Sr.Reitor Manoel Peró, vivendo de doação de outros alunos, o no uso de suas atribuições menos democráticas (o reitor), acusava professores de estarem por trás desse movimento, que era apenas de alunos em busca de direitos, uma pressão institucional, na verdade. Afinal, estávamos em busca de uma formação e nada mais justa que fosse de qualidade, pois bem, cobramos..... Dali saímos sem muitas expectativas, mas com algumas contratações posteriores. Posterior a isso a gestão administrativa do Campus em Campo Grande foi arrolada juntamente com a gestão do mesmo reitor em denúncias de improbidade administrativa, entre outros.

Não era fácil manter a rotina de um trabalho de manhã e estudar a noite, mas mesmo assim eu consegui com muito esforço, inicie atividade em um call-center, no qual aprendi mais ainda sobre a vida profissional. Recebi qualificações e promoções, viagens, responsabilidade e crescendo profissionalmente, longe de qualquer preconceito me mantive sempre respeitosamente com todos que cercam, seja trabalho, escola, locais públicos, meio familiar. Um momento interessante da minha vida.

Chegou um momento no último ano da universidade ouvi meu orientador de monografia dizendo "larga tudo desse trabalho e dedique-se apenas a universidade", sai com o coração partido daquela empresa, pelas pessoas, pelo trabalho, dedicação, pelo carisma e tudo mais que conquistei lá. Mas eu queria ser professor e ai segui em frente, me atolei de leituras naquele ano e quase não dormia. A minha formatura somente foi possível porque minha irmã do meio, que estava organizando a vida pra constituir uma família com seu atual esposo, me cedeu o dinheiro! Foi mágico...

Formado, vamos as aulas, pois bem, olha eu lá lecionando na Comunidade de Heliópolis (segunda maior comunidade da América latina), trabalhando a tarde em um banco para conseguir sobreviver naquela cidade louca, chamada São Paulo. Um ano foi o suficiente para eu perceber que minha cidade chama-se Três Lagoas, voltei a convite daquela empresa que tinha trabalhado no período de formação, lá novamente escalei alguns outros postos, até definitivamente ser barrado pelo gerente homofóbico que disse "não pegar bem um homossexual representando a empresa nos jogos industriais", fui demitido.... Isso foi um passado chato, mas não tenho como esconder.

Olha e voltando para a Sala de aula novamente, mas dessa vez em um Projeto do PROJOVEM, que me deu mais dor de cabeça, do que já tinha tido anteriormente. Lecionei em um presídio de segurança média nessa cidade (AMEIIIIII). É  um trabalho muito gratificante poder ajudar pessoas que necessitam dessa ajuda, dessa parcela de informação, chamada educação, integração, interação. Ao mesmo tempo em que fiz um disciplina no Mestrado em Geografia na UFMS, também.


Dai começa a ação .....


Esse Instituto que contratou os professores não pagou os mesmos e entrou em ação contra a prefeitura da cidade, estávamos sem receber e algumas série de denúncias foram feitas contra o executivo da cidade. Nesse momento de insatisfação local, vimos que também havia uma manifestação a nível nacional, o #VemPraRua que levou muita gente para discutir várias problemátcias. Cada um levantando sua bandeira e o consenso final fora a insatisfação popular com a gestão municipal, sobre reflexo das outas discussões que estavam sendo feitas a nível de Brasil.

Nessa interação, fomos dialogando com o pessoal da universidade e assim organizamos grupos para discussão. Levamos o negócio bem  a sério e sustentamos até onde deu. Em certo momento, quando olhei para os lados haviam apenas alguns poucos, a nível Brasil o movimento já estava mais brando, devido a intervenção de vândalos, que acabaram tirando o foco sobre as questões que poderia ser mais bem discutidas. Aqui em Três lagoas, acredito que esse movimento não tenha ganhado maior espaço, devido a um detalhe fundamental, nunca tivemos líderes nomeados nesse movimento, apenas vozes, que se levantaram alternadamente, acredito que por essas vozes estarem sempre em constante processo, alguns buscando proveito por causas que defendiam, outros apenas pelo prazer do tumulto, não tenhamos (todos os participante) tido maturidade para gerir essa grande interação de necessidades, que não poderiam ser atendidas, porque os grupos estavam muito dispersos.

Para mim, restaram apenas os processos que recebi nesse meio tempo, porque sem alternativa fui selecionado pelos presentes a ser o porta voz do grupo, para a imprensa, foi quando me intitularam líder do movimento, o que na verdade não ocorreu, pois como disse eram vozes. Me deram muitos adjetivos ridicularizantes nessa época, principalmente por parte de ALGUNS agentes da imprensa, aqueles que convenientemente foram contratados para corromper o grupo, nos constantes ataques diários. Tive medo em alguns momentos, quando recebi algumas ligações me orientando a parar de falar, mas de números que não eram identificáveis. Mas não abaixei minha cabeça, porque estavamos (e acredito que ainda estamos), vivendo um momento único no pós redemocratização do país, as pessoas estão falando, mesmo que confusamente, difusamente elas estão mais ligadas as questões públicas, o problema é que existe uma distorção entre informação e formação, no qual alguns conceitos básicos se perdem.

Após isso, fui convidado pela Vereadora do PSB a trabalhar em seu gabinete, para atribuições técnicas do trabalho do assessor, mas inicialmente não achei que fosse agradável, porque no ano anterior havíamos levado muitas criticas ao Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, o que seria meio que incondizente da minha parte, trabalhar em um local que critiquei. Porém, pensando maduramente sobre essa idéia, resolvi aceitar o desafio no intuito de conhecer a estrutura de práticas do poder público, mesmo sabendo que receberia criticas. Em nenhum momento fui repelido pela minha fala, a ponto de ter sido censurado como assessor, pelo contrário, me sinto livre para fazer as objeções que achar necessário.

Não deu outra, entrando para trabalhar na Câmara Municipal, fui rapidamente questionado sobre essa minha nova postura pela imprensa e me lembro claramente a resposta que dei sobre o assunto "Acredito que a política seja um espaço de diálogo. Se hoje estou aqui é porque minha critica faz parte de um diálogo que pode ser aberto entre as Instituições e a população que deseja participar ativamente da vida pública e política. É um sinal de maturidade dessa Casa de Leis e mesmo da vereadora que tem um trajetória advinda do bairro, em conceber esse espaço de diálogo".



Não quero ser apenas um, quero ser um no meio de muitos. 
Mas precisamos que muitos outros se levantem e falem, gritem, façam suas vozes serem ouvidas!

segunda-feira, 22 de abril de 2013


Como pode existir uma política pública?
Os políticos são divididos em castas sociais partidárias, que conglomeram interesses públicos e privados, pois se antes de serem públicos são detentores de valores e organizações sociais, deixam por vezes transparecer seu interesse pessoal e classisita. Encontram-se sempre ligados aos setores privados (dos quais tornam-se também) colegas de classe, pois geralmente habitam na mesma região, partilham de atividades ligadas pelos eixos capitalistas e condicionam os interesse públicos a legitimas atividades com fins lucrativos a empresas privadas.
A administração pública tem replanejado as atividades em nível operacional por meio de licitações e terceirizações, o Estado tem então dado a responsabilidade sobre algumas atividades a empresas privadas que lucram sobre elas. Sendo, o agente administrativo ligado intimamente a rede política, não é de surpreender que o inúmero lista de contatos encha de ambas as partes. Alguns procurando privilégio de classe, fornecido pela inciativa privada, por meio de exposição pública, enfatização do nome de alguns políticos sobre atividades que são de sua obrigação, mais recebem uma ressalva midiática, afim de persuadir a população de sua melhor ação no âmbito público; outros ao contrário, recendo dos mesmo que são centralizados nas questões políticas investimento, informações relevantes para abertura de licitações, contatos sobre possíveis programas que serão lançados, afim de ordenar uma ajuda mutua com seus ‘pseudo-patrocinadores’ sociais.
Temos um complexo jogo de interesses, onde a ética está apenas no diploma do legislador e do administrador. As duas classes, que antes pareciam absorver atividades diferencias, agora estão intimamente ligadas as condições de fraternidade, onde o filho pródigo é o público, deixado a beira da racionalização na administração em níveis de estrutura e planejamento. Apenas o que lhes resta é o assistencialismo barato direcionado por meio de legislação. Em contrapartida o Estado centraliza suas atividades de investimento em banqueiros e programas de investimento e financiamento para estruturação de empresas ‘amigas’.

sábado, 23 de março de 2013


Sendo a ética é uma variável prática da moral, poderíamos então compartilhar a idéia de uma doutrina que não é ortodoxa atuando no espaço das relações. Amparada por um contexto de significante e significados, as premissas das quais estão geneticamente ligadas a moral, são então ligações ignorantes de nossa realidade, das quais recebemos em pequenos provérbios desde a nossa meninice.
Ao atuarmos como sujeitos sociais em nossa infância, recebemos um complexo e infinito número de informações sobre as relações das quais passaríamos em nosso ciclo de vida, talvez seja um alerta intrínseco irracional de nossos progenitores, ou ainda advertências sobre as suas experiências (mal ou bem sucedidas), das quais os mesmos nos transmitem em um tom de alerta. Seja qual for a premissa da moral, ela é dependente de seu interlocutor para com suas ações compartilhadas com a criança. Sendo passiva de ser realmente ética, ou apenas discurso o sujeito infantil tende a formar suas próprias conexões relacionais com outros sobre um complexo jogo de possibilidades que se dispõem no decorrer de sua formação, que nunca irá cessar até o fim de seus dias.
Esse artefato genealógico, transmitido pela sua família não é o único condicionante para sua formação final, pois sendo ele sujeito social, sua gama de relações está infinitamente ligada com o mundo pela tecnologia da informação. Advertir sobre as condições sociais aos quais os sujeitos estão dispostos é a primeira condição racional nunca feita, pois existe uma sujeição aos paradigmas morais, dos quais muitos sujeitos ainda não assumem para si; um medo confuso sobre a sua condição e suas escolhas, pode exemplificar sobre a formação de seus filhos uma dúvida ao erro dos quais os pais não assumem em seu passado com transparência.
O homem tenta ser melhor que o seu pai, mas em qual aspecto? É inevitável ouvir que os pais sempre querem para os filhos o melhor, ou o que ainda não conseguiram ter. Nessa busca incessante, perde-se toda a linha de raciocínio sobre a formação advinda do espaço presente, apenas representando-se através de um passado longo, se avaliarmos o nosso tempo de vivência material tão curto em relação à existência da humanidade. Uma busca que será infinita, pois estamos vivendo em um tempo cíclico de ações voltadas a interesses relativamente particulares, onde cada um busca por meio de um objetivo particular a melhoria de suas condições, físicas, morais, sociais, econômicas e psíquicas.

segunda-feira, 11 de março de 2013


Sentimentos efêmeros.
Em nossas vidas, alguns sujeitos estão condicionados a nos acompanhar por laços sanguíneos e outros que agregamos como tal. Os demais são os amores efêmeros que se dissipam por uma série de variáveis.
Ao me  condicionar há um relacionamento, tenho que esse é um compromisso que não podemos trair, em qualquer condição, pois a moral e ética que a mim foram ensinadas e vivida, me deram a prática como base da minha vida. Não estou sendo benevolente como o meu caráter, estou apenas pontuando pontos da minha prática rotineira de pensar e agir nessa vida.
Meu primeiro amor veio tardio, tinha nome e sobrenome. Porém, as adversidades de tempo que nos separavam pela idade, me fizeram ver aquele lindo coração que precisava mais de mim, do que eu estaria disposto a dar. Quando eu lhe disse que era tempo de terminar, devo admitir que isso foi feito pelo meu cérebro e não pelo meu coração. Coloquei situações, das quais não existiam em minha vida (como drogas, bebidas e momentos particulares), mas isso foi apenas uma forma de afastar aquele grande amor, fazendo com que ele me visse diferente do que havia me conhecido.
Na verdade eu não mudei, apenas me travesti com aquela versão ‘pobre’ de espirito, para que ele tivesse a conclusão final de que não dava mais. Não me arrependo, porque me lembro um dia ter lhe dito “quando eu perceber que meu amor não é mais suficiente para te sustentar, eu prefiro te ver feliz nos braços de outra pessoa que da minha”.
Então, eu me dei no sentimento de solidão e deixei esse amor se libertar, não porque eu não o amasse mais, mas porque eu não conseguia vê lo feliz ao meu lado; eu não conseguia ser completo. Percebi que esse amor hoje vive feliz (e eu mais ainda, porque sei que ele está feliz). Meu carma nessa vida é esse, penso tanto no outro ao ponto de me deixar sofrer, para ver a felicidade do alheio. Não me culpo ou julgo por isso, porque esse sentimento solidário de amar e fazer o melhor para o outro, do que a mim mesmo me acompanha à muito tempo.
Hoje eu sinto uma grande paz interior em saber que você se foi, e está feliz. Minha felicidade consiste no seu sorriso, mesmo que longe do meu. E não vou atrapalhar isso, porque eu quero o seu melhor. Sempre quis! Vou ficar no silêncio das minhas palavras, aguardando um dia aquele que foi meu primeiro amor, aquele que tocou minha vida e do qual eu creio que não terei nessa vida novamente.

Cresci muito sobre minhas lágrimas, porém hoje há um novo caminho; sozinho eu vou traça-lo.  E te vendo feliz a cada dia, crendo em saber que eu fiz o melhor, para você. Que realmente é importante!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


E depois de alguns anos a vida se passou tão rápido, porém com tantas dificuldades, das quais muitas vezes eu mesmo provoquei com minhas ações. Reconheço hoje minha meninice espiritual em comparação ao que eu poderia ter feito em todo esse longo prazo, porém ainda assim eu reconheço e admito que no último suspiro de vida é possível mudar, nessa mudança estou tentando e buscando ser melhor, ficar melhor e assim poder me fazer melhor perante a mim mesmo, sendo refletido a todos aqueles que me cercam.
Todos o desbravamento mundano do qual eu passei, espero que seja uma provação para as próximas tarefas.

Sinto que ainda tenho muito o que fazer, sinto que ainda tenho muito o que buscar, e nessa busca incessante pelo conhecimento, peço honrosa e humildemente a benção divina para as minhas atividades. Pois não basta sermos apenas os maiores e reconhecidos homens do material, acima de tudo é necessário mostra benevolência para nossos irmãos que aqui estão.
Sem muito conhecer e pouco a ensinar, compreendo a minha condição pequena como ser que ainda sou, mas peço todos os dias, a partir de hoje pela vida daqueles que ainda estão em seus caminhos obscuros, cegos pelas coisas materiais e infinitamente ignorantes a sua real condição.
Não busco ser rico nesse mundo, porque daqui nada levarei, busco poder ajudar em cada instante com o pouco que ainda tenho a oferecer, e que eu ainda possa muito conquistar, não em meu nome, mas em nome de uma sociedade ainda pobre de espirito.
Dignifico minha vida, a partir desse instante para o crescimento em função do outro, e se for vontade divina assim será.
Ainda tenho muito a crescer e esse crescimento começa agora, nas pequenas coisas. Amém