domingo, 6 de maio de 2012
domingo, 21 de agosto de 2011
Cantei, me debulhei sobre as lágrimas vazias e sozinhas com gosto de dor
Marchei por caminhos fendidos de alegria e amor que passaram minha flor
E agora, o que me restam são palavras de amor
Encanta sentir a paixão que bate no peito, mas vem solidão
Pecados, mentira e promessas foi o que você deixou
Me enganei com seu perfume, que era doce assim como te vi
Outra volta eu dou nessa roda, pra não te ver aqui
terça-feira, 19 de julho de 2011
Vago

Eu havia realmente me perdido no devaneio humano, nas imperfeições do cotidiano, na vivência rotineira com as pessoas normais, porque assim me tornei como elas. Meus sonhos caíram em um dia e logo se estruturaram as alusões imperfeitas de um mundo irreal, somente hoje posso perceber que as coisas não são mais da forma que um dia foram, que as plantas não mais tem a mesma textura, ou seria meu tato que não tem mais a mesma sensibilidade? Seja como for, as formas se alteraram e assim prosseguiram.
Não posso descrever esse processo como evolução, pois ele parece ser tão tragável a corruptibilidade (o que particularmente me enoja). Tenho a suave sensação que apenas vivendo no meio dos homens comuns que posso sentir como eles as dores de um cotidiano. Degrada a pele e o espirito saber que nada mais será como antes, que em minha pequinês quase infantil me perdia em pureza, crendice maldita que me abduziu ao sonhar em dia ser eu apenas uma pequena cópia do adulto que tanto admirei. Hoje, posso confirmar como adulto que sou, não ter nada mais lindo que a pureza da inocência, em um dia pensar que todos seriam felizes ao mesmo tempo, irrisório!
Vejo como os pais alimentam seus filhos de expectativas, que são tiradas de outros filhos. Muito me machuca ver tanta competição para fuga da pobreza material, na troca pela riqueza espiritual, esqueci da minha índole por alguns instantes ao buscar ascensão, e desejo hoje que nunca mais possa sentir a mesma coisa.
Meu carmas e pensamentos se reprimiram em apenas palavras dispostas ao vento longo da noite vazia, que aparentemente assim transparece, mas nunca estaria tão vazia senão fossem os pequenos fragmentos de recordações que guardo dentro de mim, sejam eles bons ou ruins, portanto a vaguidão nunca foi realmente presente, o que me veio a pensar que apenas por alguns instantes ela existiu foram apenas as lembranças e não os atos. Temos em nós a imprudência de preenchimento das horas por relações ocupacionais, o que nos faz apenas pensar na velhice, porque dela a única coisa que resta é apenas a aparente vaguidão, sem atitudes.
Me dê essa velhice para elevar meu ser, me compreender e ao mesmo tempo relativizar tudo o que fiz, essa velhice eu busco em momentos oportunos. O que me faz livre são os momentos vazios, longe de pessoas e vidas, longe de tempos e fomentos, longe de noites e obeliscos, longe de marcas, apenas por lembranças quero me preencher nesse instante.
Talvez eu seja vago para você, mas nunca estive tão cheio de sobriedade, penso e faço ao mesmo tempo, para que eu ao menos minimize a dor de ter passado por cima de minha pureza a troca da material e indissolúvel vida humana, pragmática a morte e ao desejo.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Noite Triste ..... Noite Fria

Falaria eu de algo que não conheço? Mas seria realmente alguém conhecedor de algo que nunca tenha apenas tentado e não conseguido? Poderia eu dizer que certas coisas em minha vida passaram por variações tristes e longas, nessa bela noite fria que encanta aos apaixonados, aqueles que não são retribuídos pelo mesmo sentimento percebem que apenas lhe cercam de amizades e falsidades. Em todo esse grande momento vejo que as pessoas unem-se em uma necessidade de não permanecerem só! E de que valem os relacionamentos passados, se nada passaram de frivolidades maquiadas em desejos e mentiras! Não é uma interrogação, mas exclamo em alto e bom tom.
Fiz um pouco para mim e muito para todos, não me arrependo em nenhum instante por isso, afinal, alguém foi realmente feliz. O que me restou desse grande segredo chamado vida, foram apenas às boas obras. E de valem sentir tanto orgulho para o outro, se para mim mesmo nada houve além de momentos? As mensagens que transpareço são em beneficio ao outro, sempre pensando que melhorem, que sejam feliz, mas em mim resta pouco além de amargura. Não que eu queira ela dentro de mim, ela me sufoca.
Desejos insípidos foram as variáveis e quando realmente tento demonstrar o lado humano do meu eu, vejo que apenas lembram-se muito de minha animalidade. Posso parecer tantas coisas, posso parecer tão valente. Mas nessas linhas não divulgadas a única coisa que me resta é a sinceridade do meu eu.
As correções por aqui não passariam, seria sordidez da minhas parte maquiar os meus sentidos a mim mesmo. Tanto falo sobre o abstratismo do outro, e nunca pensei no meu mesmo.
sábado, 7 de maio de 2011
Meu eu, amado Eu!

Essa introspecção de sentimentos que passa pelas minhas veias que me deixa menos afoito, me fazendo refletir sobre todas as ações e reações causadas no encontro interior pode parecer sombria por vezes, mas apenas eu consigo desmiuçar essa trilha de pensamentos condensados a momentos particulares; somente eu poderei refletir sobre a ação de estar menos pior a cada dia.
Estando assim tão isolado a mim mesmo é necessário vagar pelas veredas do passado próximo com uma foice desmatando todos os percalços que me abstraem da realidade. Me furto do termo casual da vida, das necessidades ditas básicas, para os bens de compra e consumo em apenas reflexão intrínseca do ego. Mas como me excito com as pequenas continuidades descontinuas do cotidiano, pelas atrocidades que presencio do humano assassinando um pouco de si a cada dia com o fomento de crescimento financeiro.
As intepretações que faço sobre a ação chegam aos meus olhos e ouvidos com tamanha agressividade, que mal conseguiria viver sem a presença de um interno pensamento agente, desvalorizado por muitos, conhecido por nenhum. E nessa primazia realidade desconheço mais o outro ao conhecer a mim. Indubitavelmente cheguei a conclusão que não existe mais forma de mudança que não fosse a morte da carne e representação que dela se faz, mas isso seria exterminar a minha cerne, copilar o espirito de forma cênica, algo que não desejaria jamais.
Estou satisfeito com a condição que a mim mesmo determinei, as ações que abalam meus lados nada são equiparáveis com o senso auto-afirmativo que tenho sobre mim mesmo. De fato poderia eu nascer novamente em outro corpo, mesmo que esse foi feito apenas de resquícios, a única coisa que gostaria de manter intacta seria minha mente ou que ao menos ela pudesse ter sido mais bem polida em sua meninice, talvez sofreria menos perante tanta ignorância.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Impossível (Particular)

Em um certo momento da vida procuramos fazer o mal, para evitarmos um mal maior. Pode até parecer egoísmo da minha parte, mas como todo bom ser humano eu fiz algo que realmente não me fez bem, aliás eu forjei uma situação para fugir de outra, isso teve um bom motivo. Você!
Colegas vão e vêm na nossa vida, amores não! Antes de você aparecer com aquele cabelo cacheado, com aqueles grandes olhos cobertos por uma sombrancelha espaça e esse tamanho desproporcional,eu já compartilhava de você internamente,de seus problemas, suas alegrias e frustrações. Foi uma conquista interna, nem me liguei no seu trejeito, nas suas formas, no que consideram esses idiotas, padrões de beleza! Eu não sei gostar de pessoas pelo o que dizem delas, mas pela forma que expressam sobre si, de como resolvem seus problemas, de como se divertem e riem, foi assim com você.
No calor da situação eu apenas sabia que você existia, mas não podia ficar perto demais, não podia te expor naquele ciclo de “amigos” que poderiam denegrir sua imagem, pode ter certeza que isso doeu mais em mim, ter que tirar sua companhia de perto também foi saber que ficaria e conheceria outras pessoas. Preferi realmente me isolar de qualquer sentimento que ainda estivesse perto de mim, me afastei, foi tudo aparentemente lógico, mentiroso e sórdido.
Não posso dizer que aquele sentimento morreu, ele apenas está guardado em uma caixa de pandora, a chave é sua e não minha; não serei eu a abrir isso a tudo e a todos; não consigo, sou fraco demais para perder apenas o seu comprimento de amigo hoje, por um desprezo futuro. Aprendi a perder, sem mesmo antes arriscar! Esse é o destino de um fraco.
Vou policiar meu sentimento para ver você aqui sempre, vou lhe respeitar, porque hoje você conhece a história, mas os personagens estão atrás do tecido que cobre o teatro das marionetes. Dizer seu nome nunca seria a melhor opção, vou ficar como uma coruja sem asas, observando sem reagir, me alimentando apenas do desejo e não mais estarei contigo quando você se relacionar, seria insuportável demais, até mesmo para mim.
“Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem planos” (Dé, Bebel Cazuza)
domingo, 24 de abril de 2011
PARE

“Seu Cristo é judeu. Seu carro é japonês. Sua pizza é italiana. Sua democracia é grega. Seu café é brasileiro. Seu feriado é turco. Seus algarismos, arábicos. Suas letras latinas. Só o seu vizinho é estrangeiro.” BAUMAN, Zygmunt. Identidade. Editora Zahar. São Paulo, página 33
Vou fazer um endosso à crítica que a minha foi atirada, pela referência do crítico. Em paralelo a sua realidade sócio-cultural levo em conta suas observações, se a mim forem dirigidas como construtivas, em caso oposto seria apenas picuinha. Graças a esse grande poder de percepção da diferença latente que foi encontrado, existo. Pense ao contrário senão houvesse a crítica a nada, seríamos igualmente visto e nunca notados.
Postergadas foram às experiências que me fizeram da forma que hoje estou, porque na verdade nunca fui e seremos nada, sempre estaremos e constante condição mutável de transição. Rotular o sujeito como ser em um sentido biológico, é similar em nossa cultura ao identificá-lo ao ser imutável, sou médico, por exemplo. Nenhuma condição é constante para a realidade humana, hoje posso ser médico, mas sou também pai, tio, motorista. E quando somos muitas coisas, uma certa carga de rótulos devemos preservar para a nossa condição moral de sermos reconhecidos.
O signo do ser é sua constância, nunca sua mutação. O ser humano usou todos os adjetos que a linguagem pode lhe proporcionar para qualificar ou desqualificar uma condição, adicionar uma ação contrária à outra. Ao condicionar um sujeito em delimitada função social, do qual aparenta não mais poder sair do rótulo por limitações em determinadas normas e regras de conduta que não podem ser quebradas, uma posição estanque lhe cabe.
Para contrariar o ser, o verbo estar dá maior flexibilidade ao ser humano, que não mais será e sim estará em condições divergentes para cada contexto social do qual participa. O arcabouço que articula tal idéia é representativo, estando mais ligado aos signos anteriores que em seus significantes que se estendem ao significado. Por um simulacro a realidade social, palavras são ditas para discursar perante as atitudes dos sujeitos, tornando-os limitados à condição de imposição, colocado pelo agente discursivo, aparentando até fidedignos incontestáveis os sujeitos.
A proeminência do verbo ser no discurso generaliza como um culturalista as pesquisas das áreas humanas, torna o sujeito menos subjetivo e menos inarbritrario as suas relações sociais, manipulando as ideologias e conceitos de o que é ser algo definido e estanque. Vejamos um exemplo; cada sociedade tem uma visão sobre um tipo de sujeito, porque ele foi caracterizado por definições estruturadas anteriormente a sua existência, advinda de um conceito moral e tradicionalista, pode ser ele reformado e reformulado para o seu tempo, mas nunca deixará sem suas raízes afirmativas, contextadas ou não. Seu histórico formalista passa por um processo até chegar a tempos presentes.
O feio, somente é feio pelas características da feiúra e não pela sua existência da mesma em um determinado indivíduo, uma série de aspectos que determinam à feiúra são demarcados por um sujeito ou por um grupo de sujeitos que a querem contrastar com a beleza que julgam. Não existiria a possibilidade de segregar a feiúra da beleza, pois uma independe da outra, os antônimos são construídos no discurso e modelados para designar as características dos sujeitos, o que limitaria que o feio tem certos aspectos que o belo não tem, fazendo-se então somente feio está no discurso descritivo.
Portanto, as definições ao qual o sujeito passa a vida toda buscando ter com seus títulos, nada mais são do que acontecimentos que ficaram em um passando, estando ele agora em outra realidade que não pode ignorar sua história, mas também não pode apenas viver dela, a continuidade é parte da existência humana e sua construção deve ser baseada não somente em experiências pessoais, mas em reflexões anteriores a sua existência.
O que nos fazemos ao rotular determinado sujeito é enquadrá-lo para melhor significação pessoal, apenas por estética e fetichismo, então os nossos vizinhos não são mais diferentes do que nós, em sua visão de mundo também temos características dissimulatórias que nos aproximam e nos espantam.
PS: não estou buscando compreensão alguma sobre minhas reflexões, portanto seus comentários serão considerados anacrônicos a meu posicionamento!
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