segunda-feira, 13 de abril de 2015

PL 4330 – A Introdução da Desgraça Democrática

Enquanto você está ai preocupado com o Impeachment, o Congresso Nacional comandado pelo Senhor Eduardo Cunha, maior símbolo de destruição democrática que um Congresso pode trazer a tona (com mão de ferro) aprovando passagem para mulher de deputado, convocando policiais, para conter populares a bala, retirando populares do plenário, colocando em pauta a PL 4330, que substancialmente foi votada na mesma semana em que entrou na discussão da Casa de Leis, com aprovação de 324 deputados, votando em bancadas.

PL 4330 – A Introdução da Desgraça Democrática

Os Governos Republicanos tem se mostrado insuficientes para conter as formas de insatisfação popular que vem se manifestando no mundo, também não poderia ser diferente, com esse liberalismo financeiro que à autonomia institucional que as empresas possuem em explorar mercados primários e finais (com a espoliação dos recursos naturais e fontes de trabalho, além da supervalorização dos produtos manufaturados regulados pelas taxas cambiais).
Estamos em um momento de crise financeira e crise política, porém alguns nobres legisladores em Brasília, se esqueceram que nas eleições de 2014 foram as ruas pedir votos em nossas cidades, a nós trabalhadores e sabe qual o presente estão nos dando agora? Isso que você vê, a extinção de 30 anos de luta por uma CLT e bases sindicais, a luta de um povo para constituir direitos que foram adquiridos e serão EXTINTOS, senão fizermos nada. "Diretos adquiridos, são direitos Constituídos" e não podemos deixar que problemas de gestão governamentalmente político interfiram em nossas lutas. Já somos obrigados a pagar altos impostos com taxas e mais taxas, enquanto os únicos enriquecedores nessa cadeia econômica são os bancos, que diga-se de passagem nos últimos 12 anos de governo (coalidido de barganhas ministeriais e empregatícios) cresceu três vezes mais, enquanto a baixa no PIB e a recessão são problemáticas presentes a nós,  reles mortais. Mas não podemos assim nos deixar abater, porque esse governo é democraticamente eleito pelo povo para atender os interesses do povo e qualquer que seja o interesse, que venha em contradição aos nossos "POVO", devemos fazer frente a ele e não arredarmos pé, até termos nossas lutas e bandeiras vistas e erguidas.
Senhores, estamos em um país democrático, onde deveríamos ter igualdade nos direitos, assim como nos deveres. Mas até quando vamos continuar dando murro em ponta de faca e acreditando em pessoas que não representam o povo de verdade, que iludem os ouvidos daqueles menos informados, com mentiras e fábulas que nunca cumpriram? Precisamos estar atentos a essa questão e não deixarmos que essa LEI 4330 continue a ser discutida, ou teremos um RETROCESSO DE DIREITOS ADQUIRIDOS.

É importante ressalvarmos que esses Deputados que votaram a favor da PL 4330 fazem parte da “Bancada Patronal”, ou seja, são empresários, ruralistas ou proprietários de prestadoras e serviços e para eles essa proposta é conveniente. Para se ter noção, só o Mandetta investiu 91% do seu patrimônio declarado na campanha de 2014, qual motivo? Poder. Porque o poder político hoje é sinônimo de poder econômico, já que suas ações são intervencionistas as questões empresariais, como podemos observar e mais interessantes ainda, quando atendem os interesses particulares.




domingo, 22 de março de 2015



Como Negociar....

Em um período anterior da eleição, os pretensos candidatos buscam investimentos com empresários, ruralistas, industrias (quando já não fazem partes desses grupos) e todos os outros pretensos prestadores de serviço que buscam nas licitações que irão concorrer no período em que os seus patrocinados, ou seja,  políticos eleitos pela via democrática, estarão mais próximos e possivelmente interpelando pela sua disputa nas obras públicas. Este modelo de política no país vem sendo implementado desde o início da democracia vigente, mesmo anteriormente no período da ditadura (e até mesmo dentro dela) e nunca foi contestado pela grande população que busca a representatividade nas figuras públicas e partidos, que dizem representar interesse do povo em períodos de campanha, contradizendo suas pelas práticas de gestão (após ganharem as eleições), quando mudam suas posturas respondendo as demandas de interesse financeiro de grupos economicamente dirigentes da estrutura política de forma indireta, pois através de investimentos terceiro que as campanhas políticas são implementadas.


Se o cargo é político é de interesses públicos, porque existiria a exemplo de Três Lagoas, a necessidade de 600, 400, 100 mil reais para eleger um vereador? De 5 à 15 milhões para eleger um prefeito? Como um vereador que recebe 10 mil reais por mês, poderia pagar uma dívida de campanha de 600 mil reais, se os seus rendimentos líquidos em quatro  anos de mandato calculados somam 480 mil reais? Mas poderíamos nos lembrar ainda das eleições do ano anterior (2014), onde vários mandatários do Estado não pouparam investimentos para sua campanha, como ocorria a nível Federal e Estadual, falamos de milhões em investimento..

Resposta: Através de contratos e mesmo de serviços sombrios, que muitas vezes são superfaturados por acordos entre as empresas e políticos, no período de eleição. Fica assim “Você me ajuda com a minha campanha e eu te ajudo com alguma boquinha, em licitações ou mesmo serviços que não precisam dela, no período em que eu estiver no mandato”, digo isso em aspecto universal da política nacional.
Este cenário endêmico da política se tornou uma patologia em todas as instituições políticas, no âmbito federal, estadual e municipal. A clivagem do dinheiro público que sustenta as grandes eleições, com milhões em panfletos, propaganda, cabos eleitores são o reflexo da ação sorrateira que os candidatos organizam, com uma máfia de interesses que deixaram de ser públicos e se tornaram privados aos partidos, tomados por empresários, ruralistas, comerciantes e prestadores de serviços em todas as formas.

No meu humilde entendimento, a disputa política deveria ser projetada com o interesse e participação popular em todas as votações, necessidades e lutas que o representante público promove, tendo assim um grupo de ações com interesses PÚBLICOS, acima dos particulares. Mas ainda nos esbarramos em outra contraposição, os ‘politqueiros’ que promovem POLITICAGEM (Política + Vagem = nenhum resultado, proposta ou ação condizente a necessidade da sociedade local), tomam as linhas de frente com seus carros personalizados de adesivos (que ganham cerca um tanque de gasolina e mais uma quantia de R$ 50,00, mais ou menos), são os primeiros corrompíveis nessa zona de interesse, pois atendem as suas necessidades primeiras pelo oportunismo gerado na possibilidade de barganharem algum cargo público, ou ainda pelo simples R$100,00 quinzenais. É triste, mas infelizmente é a realidade latente da nossa política e somente poderá ser revertida quando  as pessoas tiverem a consciência política de que não devemos procurar políticos apenas em época de campanha, mas fiscalizarmos o seu trabalho de interesse comum.



Quer mudar o Brasil? Análise o contexto de onde se formam as práticas e posteriormente façamos um novo desenho de candidatura, acredito que somente com novas práticas faremos uma REFORMA POLÍTICA coerente.

segunda-feira, 16 de março de 2015

REFLITA ... DISCUTA ... COMPARTILHE 


É de comum senso entre os pesquisadores e historiadores que o homem e a sociedade vivem em um processo de constante transformação. O que mais tem se debatido todos os dias no Brasil, são as formas de corrupção no poder público. Mas antes de pensar na prática da corrupção em Gestões Públicas, ou seja, no mandato do candidato eleito é IMPORTANTISSÍMO referenciarmos em qual articulação esse mandato foi confeccionado, quantos votos foram comprados, quantos cabos eleitorais contratados, quanto de dinheiro foi investido em um campanha?


Nunca parou para pensar o quanto é investido em uma campanha de vereador, prefeito, deputado, governador, etc...? Pois bem, as empresas não investem nesses pseudo-líderes políticos, senão apenas para manter sua manutenção financeira, barganhar superfaturamentos em compras e licitações, ou ainda promover um verdadeiro balcão de empregos públicos, promentendo cargos e funções na gestão pública, que deveriam ser ocupados por pessoas com conhecimento técnico e não pela sua Legenda Partidária, afinal estamos falando de uma máquina que consome dinheiro público. Um Banco Privado, uma empresa privada não contrata um profissional sem a miníma qualificação técnica para exercer funções de eficiência, apenas pelos seus lindos olhos. Acredito que pensando nessa perspectiva, podemos observar o quanto serviço público contrai-se de inúmeros desse cargos, apenas para manutenção de candidatos, campanhas ou mesmo interesse de grupo, onerando gravemente os cofres públicos.


O serviço público em todas as suas esferas tornou-se motivo de chacota, infelizmente interferindo na credibilidade de todos os seus funcionários, que muitas vezes são concursados e recebem salários inferiores a outros que levantaram bandeiras políticas e ainda são obrigados a ouvir desses mesmos devaneios sobre uma pressão governamental ou retaliações, pois suas atividades está intimamente ligada ao servir público, que está arrolado as determinâncias executivas. Onde fica a meritocracia, tão aclamada pela democracia participativa?

Estamos em um tempo de calamidades econômicas, sociais e estruturais, não podemos pensar apenas no nosso umbigo e acreditarmos que tudo poderá ser resolvido por outras pessoas, senão por nós mesmos. Se estamos indginados com a política, devemos construir formas de compartilharmos de discussões inteligentes, sobre as decisões que são tomadas nas em todas as câmaras e gabinetes existentes, independente em qual esfera atue. Um Brasil melhor somente será feito com pessoas que tem o melhor para dá, ou você ainda vai passar os dias da semana, assistindo as três novelas transmitidas diárias e se conformar com o conforto do seu sofá, enquanto as leis são alteradas e seu futuro está em jogo? 

Pense e reflita. Que Brasil você quer e o que você está fazendo por ele?

sábado, 14 de março de 2015

Impeachment ou Golpe Político?


''Primeiramente, como é constituída a dita Governabilidade...''

Existe uma eleição democraticamente obrigatória (considerando o preceito de liberdade da democracia, o voto obrigatório é uma afronta aos interesses públicos pois obriga pessoa desinformadas e sem conhecimento sobre política a votarem), onde cargos legislativos (deputados estaduais, federais e vereadores) e executivos (Prefeito, Governador e Presidente) são elegíveis pela maioria da população, que diga-se de passagem, não foi preparada nos últimos 30 anos, para uma educação política efetiva pelos governos anteriores e atual, nem mesmo pelos vários partidos políticos que se constituíram desde a Constituição de 1988, sobre o principio da pluralidade na política, ou seja, a constante alternância do poder, exigida para dar maior aderência a práticas da austeridade. Dessa forma, sem uma sociedade preparada para reivindicar, fiscalizar e acompanhar as práticas políticas foi fácil levar o país a situação que ele se encontra hoje. Não podemos nos esquecer de que somos vitimas de governos coalididos, ou seja, que fazem manobras e barganhas de cargos e interesses por votos de aprovação no Congresso Nacional, em favor dos interesses do Poder Executivo, caso similar nas escalas do micro poder, municipal e estadual.
Existe uma crise das Instituições em todas as suas escalas do Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), em âmbito municipal, estadual e federal, devido aos grupos que estão mantendo a gestão pública, os partidos, lutarem apenas pela manutenção do poder, que apenas pode ser constituído através de uma base de sustentação financeira, ou seja, na estrutura das eleições, quanto maior o investimento  privado em campanhas (panfletos, cabos eleitorais, santinhos, doações sinistras por meio de compra de votos), maior será a profundida do rombo que esse candidato dará nos próximos quatro anos de mandato. Por quê? Por que, ele (partidos e candidatos) necessariamente tem que pagar o valor investido nessa campanha aos financiadores que vislumbram nas licitações e serviços públicos legalmente abertas, formas de manutenção do poder financeiro de seus grupos e não de interesse público.
Considera-se, portanto, que o rombo causado na Petrobrás pela corrupção, já vem sendo feito há muitos e muitos anos, por todos aqueles representantes públicos que investiram milhões em suas campanhas a troco de que? De ser um bom samaritano? O Brasil sempre esteve amarrado a esses laços de corrupção nos períodos de eleição, que se estendem pela gestão pública. Esses partidos que hoje fazem parte do Congresso Nacional, com nome de Deputados e Senadores ligados a operação Lava-Jato, mantém o poder há anos por meio de barganhas e vão continuar personificando essas ações, na medida de seus interesses e da falta de participação popular na gestão pública continue sendo passiva.
Os banqueiros aumentaram suas faixas de lucro em três vezes nos últimos 10 anos, a custa de uma falta de aplicação de investimentos na educação e saúde. Ainda existe uma grande discrepância entre a riqueza e pobreza. O estado que deveria ser um regulador das atividades econômicas em seu território, para manter a ordem da distribuição de renda digna a seus cidadãos, se tornou cúmplice do investidor internacional e suas políticas de espoliação (extração) das nossas riquezas, mas ao contrário ele (o Estado) acena com uma bandeira branca aos bancários e montadoras, a custa de uma pesada carga tributária (Impostos) aos contribuintes.
A conjuntura que nos leva a crise financeira de 2015 é efeito daquela ‘Marolinha’ citada pelo Lula em 2008, que se misturou com as denúncias de corrupção na Petrobrás e virou essa voz difusa e confusa de uma população, que ainda não compreendeu que o problema não está apenas em uma ação presidenciável, mas pelas coalizações e barganhas de ministérios e cargos de segundo escalão até hoje disputados acidamente dentro do Congresso em troca de apoio político norteiam. O certo é que percebemos que essa insatisfação vem contra as ações recentes nos aumentos de vários itens de consumo, mas um impeachment não pode ser pedido pelas condições econômicas, não é CONSTITUCIONAL.
O que me espanta é a capacidade de partidos como o PMDB com Eduardo Cunha (Presidente do Congresso Nacional) e Renan Calheiros (Presidente do Senado), os dois acusados na operação Lava-Jato, colocarem-se como única saída para salvar o país, como se fossem os heróis do Brasil, como se tivessem esquecido quem eles realmente representam no cenário político. Caso tenham se esquecido, se a Dilma cair, assume o Michel Themer (também do PMDB). Agora me digam, como você acha que serão resolvidas as coisas, por um partido que está tão intimamente ligado a corrupção em todas as suas escalas, perceba a sua formação, empresários, industriais, bancários e ruralistas, isso realmente representa o seu interesse? Com as formas menos populares possíveis de governo. O PMDB não tem um histórico de ideologia política, sempre se manteve na conveniência de alianças para manter o poder e por ser um partido movediço, sobre acordos de interesse visivelmente sempre empresariais, não seria uma boa opção para nosso país. Não confio!


Temos que lutar por um Brasil melhor sim, mas depois das manifestações de junho de 2013 e com algumas leituras, percebemos que a forma mais legal, viável e democrática de tomar o poder é pelo voto, nesse sentido  a população insatisfeita com a política, deve  se organizar e formarem os novos grupos de candidatos com propostas e ideias. Convido vocês para o movimento politizado dentro da sua cidade, com grupos que atendam os interesses coletivos e sem investimento privado, o que tornaria a campanha realmente voltada a população, mas essa população deve também ser conscientizada de como funciona o jogo da política. Enquanto houverem homens que lutam por mudança, haverão mudanças, se continuarmos apenas apontando defeitos sem participação que não deve ser feita apenas em época de eleição, mas em todo o mandato, continuaremos sempre reclamando e reclamando.


Quem organiza o Impeachment??


O pedido de impeachment é político, organizado por partidos que perderam as eleições, não vou colocar qualquer tipo de adjetivo termonológico, como "de direita", "elite branca" ou qualquer outra conotação que venha sendo dada ao golpe vindo de dentro do Congresso e sendo absorvido pela população menos informada sobre a economia internacional e a conjuntura institucionalizada do governo. Caso vocês, senhores ditos "politizados" nesse momento de crise, não tenham acompanhado no início de 2014, fora dito por economistas que o governo que assumisse o Brasil em 2015 (Fosse Genro, Silva, ou Neves) enfrentariam uma forte crise internacional. Não sei qual o desajuste de informação. Caso os Senhores não tenham tido essa informação, busquem também saber porque o BRICS, que inimigo direto hoje da maior economia gerenciada pelo mundo (USA), por trata-se de um Banco que busca financiar atividades nas maiores economias emergentes do Mundo (Brasil, Rússia, China, India e África do Sul), livrando-as da instabilidade corrente do dólar nos mercados internacionais, vem sendo boicotado. Perceba como a Rússia tem recebido sanções internacionais, das alianças econômicas, justificado pela instabilidade social na região da Criméia (Antiga Uncrânia). Esse é o objetivo do investidores externos que vem acompanhando e financiando a Rede Globo, para que a mesma continue compartilhando a idéia de que o problema é Executivo. Ao incentivar por meio de reportagens e discussões exclusivamente voltadas ao pedido de impeachment, esquecendo dos 54 deputados e senadores apontados na operação Lava-Jato. Por quê? Lembre-se que essa mesma emissora apoio a Ditadura Militar junto com os Estados Unidos, não digo que haverá golpe militar ou algo do tipo, digo que devemos tomar cuidado com essa emissora. Eu não confio...


Observação: Não carrego comigo qualquer tipo de preconceito, sobre as manifestações ou pessoas que nela se organizam, só acredito que devemos propor uma manifestação direcionada ao cenário de problemáticas econômicas e políticas, no amplo sentido da discussão. Crucificar apenas um Poder [Executivo], sobre o pretexto de que resolveríamos todos os problemas do Brasil, deixando os corruptores acusados na operação Lava-Jato com presidentes de Casas Institucionais e participantes de comissões na Câmara dos Deputados, não tem lógica alguma!


quinta-feira, 12 de março de 2015

Muito Prazer, ainda não tive tempo de me apresentar, mas desculpe senão havia feito isso antes, estive sempre muito ocupado e preocupado com questões mais amplas, do que ficar falando de mim publicamente, sempre acreditei que minha vida não fosse de interesse de ninguém, mas como hoje tenho assumido uma postura pública, acredito que seja conveniente que todos conheçam de onde venham, para que não me façam julgamento de valor preconceituoso. Pois bem, sou o Leles Guilherme. O que algumas pessoas sabem de mim é referente as minhas criticas e as que eu recebo publicamente, por falar aquilo que eu acredito ser conveniente, no aspecto público a ser discutido. Mas tem uma parte da história que ainda não lhe foi apresentada....

Nasci em 1984, filho de uma digna senhora sempre trabalhou muito para não deixar que seus filhos caíssem no mundo da marginalidade, mesmo que fisicamente tenhamos vividos sobre essa referência social de morarmos em um bairro periférico, pelo baixo poder aquisitivo que minha família sempre teve. Isso porém não foi um problema para interferir naquilo que de mais digno foi ensinado, o respeito aos bons princípios coletivos.
Morador do Bairro de Vila Piloto desde 1989, sempre tive um carinho inegável por esse bairro e pelas pessoas que nele moram. Estudei aqui e compartilhei dos mais variados momentos nesse bairro desde a infância e por ser um bairro, onde as pessoas foram se construindo socialmente os laços aqui são muito íntimos, desde o atendente do mercadinho da esquina, ao dono da bicicletária, da oficina, dos moto-táxis, dos agentes de saúde, etc..., como é bom morar aqui.



Sempre estudei em escola pública, inicialmente na Escola Padre João Thomes, aqui do bairro e o Ensino Médio no JOMAP, quando também fazia curso de elétrica no SENAI. A vida não era fácil e nunca foi, andar de bicicleta por essas longas distâncias, quando eu poderia estar fazendo qualquer outra coisa mais divertida, mas eu conseguia me distrair no volêi junto com a galera da escola e mesmo do treino que fazíamos depois das seis da tarde. Mesmo assim, nunca desisti.

Passado o momento do colegial a responsabilidade de conseguir um emprego e entrar na vida adulta tomaram conta de mim, consegui um emprego como auxiliar de produção em uma fábrica de calçados, a duras penas de uma indicação e por lá permaneci por longos dezoito meses, de segunda à sábado, das cinco da manhã as duas e quarenta e oito, por um salário de duzentos e setenta e dois reais (R$ 272,00). No período noturno fiz cursinho na Escola Afonso Pena, por um ano, convicto que faria uma universidade pública. Nesses locais conheci pessoas maravilhosas e de lá trouxe uma experiência de vida, responsabilidade e trabalho que me acompanham até hoje, sobre a premissa de buscar ser sempre dar o melhor de si, independente do que esteja fazendo.

2006 ... Sai correndo cedo de casa em um dia chuvoso, logo pela manhã, fui na Lan-house de perto de casa, onde fazia uns bicos (além dos bicos que também fazia em salão), abri o site da COPEVE e lá estava meu nome na chamada do vestibular, APROVADO. Foi algo inacreditável, meu amigo Hudson estava de serviço (na lan-house) nesse dia e foi o primeiro a ver meus olhos cheios de lágrimas. Um sonho de alguém estudou em um escola pública, trabalhou duramente em uma indústria e conseguiu passar no vestibular a duras penas, mas esse era apenas o começo de uma luta.


 Aprendendo a Lutar por Direitos...


     .... [2006] A UFMS passa por um sério período no Campus de Três lagoas, professores se aposentando, sem contratações, sem concurso, as salas com infiltrações, documentos históricos mal acomodados. Essa realidade era geral, mas apenas alguns cursos de licenciatura na época se manifestaram em caminhadas do Campus I ao Campus II, porém o problema não poderia ser resolvido de Três Lagoas, então fomos a Campo Grande e lá passamos um mês acampados em barracas na frente da Reitoria, aguardando uma posição do Sr.Reitor Manoel Peró, vivendo de doação de outros alunos, o no uso de suas atribuições menos democráticas (o reitor), acusava professores de estarem por trás desse movimento, que era apenas de alunos em busca de direitos, uma pressão institucional, na verdade. Afinal, estávamos em busca de uma formação e nada mais justa que fosse de qualidade, pois bem, cobramos..... Dali saímos sem muitas expectativas, mas com algumas contratações posteriores. Posterior a isso a gestão administrativa do Campus em Campo Grande foi arrolada juntamente com a gestão do mesmo reitor em denúncias de improbidade administrativa, entre outros.

Não era fácil manter a rotina de um trabalho de manhã e estudar a noite, mas mesmo assim eu consegui com muito esforço, inicie atividade em um call-center, no qual aprendi mais ainda sobre a vida profissional. Recebi qualificações e promoções, viagens, responsabilidade e crescendo profissionalmente, longe de qualquer preconceito me mantive sempre respeitosamente com todos que cercam, seja trabalho, escola, locais públicos, meio familiar. Um momento interessante da minha vida.

Chegou um momento no último ano da universidade ouvi meu orientador de monografia dizendo "larga tudo desse trabalho e dedique-se apenas a universidade", sai com o coração partido daquela empresa, pelas pessoas, pelo trabalho, dedicação, pelo carisma e tudo mais que conquistei lá. Mas eu queria ser professor e ai segui em frente, me atolei de leituras naquele ano e quase não dormia. A minha formatura somente foi possível porque minha irmã do meio, que estava organizando a vida pra constituir uma família com seu atual esposo, me cedeu o dinheiro! Foi mágico...

Formado, vamos as aulas, pois bem, olha eu lá lecionando na Comunidade de Heliópolis (segunda maior comunidade da América latina), trabalhando a tarde em um banco para conseguir sobreviver naquela cidade louca, chamada São Paulo. Um ano foi o suficiente para eu perceber que minha cidade chama-se Três Lagoas, voltei a convite daquela empresa que tinha trabalhado no período de formação, lá novamente escalei alguns outros postos, até definitivamente ser barrado pelo gerente homofóbico que disse "não pegar bem um homossexual representando a empresa nos jogos industriais", fui demitido.... Isso foi um passado chato, mas não tenho como esconder.

Olha e voltando para a Sala de aula novamente, mas dessa vez em um Projeto do PROJOVEM, que me deu mais dor de cabeça, do que já tinha tido anteriormente. Lecionei em um presídio de segurança média nessa cidade (AMEIIIIII). É  um trabalho muito gratificante poder ajudar pessoas que necessitam dessa ajuda, dessa parcela de informação, chamada educação, integração, interação. Ao mesmo tempo em que fiz um disciplina no Mestrado em Geografia na UFMS, também.


Dai começa a ação .....


Esse Instituto que contratou os professores não pagou os mesmos e entrou em ação contra a prefeitura da cidade, estávamos sem receber e algumas série de denúncias foram feitas contra o executivo da cidade. Nesse momento de insatisfação local, vimos que também havia uma manifestação a nível nacional, o #VemPraRua que levou muita gente para discutir várias problemátcias. Cada um levantando sua bandeira e o consenso final fora a insatisfação popular com a gestão municipal, sobre reflexo das outas discussões que estavam sendo feitas a nível de Brasil.

Nessa interação, fomos dialogando com o pessoal da universidade e assim organizamos grupos para discussão. Levamos o negócio bem  a sério e sustentamos até onde deu. Em certo momento, quando olhei para os lados haviam apenas alguns poucos, a nível Brasil o movimento já estava mais brando, devido a intervenção de vândalos, que acabaram tirando o foco sobre as questões que poderia ser mais bem discutidas. Aqui em Três lagoas, acredito que esse movimento não tenha ganhado maior espaço, devido a um detalhe fundamental, nunca tivemos líderes nomeados nesse movimento, apenas vozes, que se levantaram alternadamente, acredito que por essas vozes estarem sempre em constante processo, alguns buscando proveito por causas que defendiam, outros apenas pelo prazer do tumulto, não tenhamos (todos os participante) tido maturidade para gerir essa grande interação de necessidades, que não poderiam ser atendidas, porque os grupos estavam muito dispersos.

Para mim, restaram apenas os processos que recebi nesse meio tempo, porque sem alternativa fui selecionado pelos presentes a ser o porta voz do grupo, para a imprensa, foi quando me intitularam líder do movimento, o que na verdade não ocorreu, pois como disse eram vozes. Me deram muitos adjetivos ridicularizantes nessa época, principalmente por parte de ALGUNS agentes da imprensa, aqueles que convenientemente foram contratados para corromper o grupo, nos constantes ataques diários. Tive medo em alguns momentos, quando recebi algumas ligações me orientando a parar de falar, mas de números que não eram identificáveis. Mas não abaixei minha cabeça, porque estavamos (e acredito que ainda estamos), vivendo um momento único no pós redemocratização do país, as pessoas estão falando, mesmo que confusamente, difusamente elas estão mais ligadas as questões públicas, o problema é que existe uma distorção entre informação e formação, no qual alguns conceitos básicos se perdem.

Após isso, fui convidado pela Vereadora do PSB a trabalhar em seu gabinete, para atribuições técnicas do trabalho do assessor, mas inicialmente não achei que fosse agradável, porque no ano anterior havíamos levado muitas criticas ao Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, o que seria meio que incondizente da minha parte, trabalhar em um local que critiquei. Porém, pensando maduramente sobre essa idéia, resolvi aceitar o desafio no intuito de conhecer a estrutura de práticas do poder público, mesmo sabendo que receberia criticas. Em nenhum momento fui repelido pela minha fala, a ponto de ter sido censurado como assessor, pelo contrário, me sinto livre para fazer as objeções que achar necessário.

Não deu outra, entrando para trabalhar na Câmara Municipal, fui rapidamente questionado sobre essa minha nova postura pela imprensa e me lembro claramente a resposta que dei sobre o assunto "Acredito que a política seja um espaço de diálogo. Se hoje estou aqui é porque minha critica faz parte de um diálogo que pode ser aberto entre as Instituições e a população que deseja participar ativamente da vida pública e política. É um sinal de maturidade dessa Casa de Leis e mesmo da vereadora que tem um trajetória advinda do bairro, em conceber esse espaço de diálogo".



Não quero ser apenas um, quero ser um no meio de muitos. 
Mas precisamos que muitos outros se levantem e falem, gritem, façam suas vozes serem ouvidas!

segunda-feira, 22 de abril de 2013


Como pode existir uma política pública?
Os políticos são divididos em castas sociais partidárias, que conglomeram interesses públicos e privados, pois se antes de serem públicos são detentores de valores e organizações sociais, deixam por vezes transparecer seu interesse pessoal e classisita. Encontram-se sempre ligados aos setores privados (dos quais tornam-se também) colegas de classe, pois geralmente habitam na mesma região, partilham de atividades ligadas pelos eixos capitalistas e condicionam os interesse públicos a legitimas atividades com fins lucrativos a empresas privadas.
A administração pública tem replanejado as atividades em nível operacional por meio de licitações e terceirizações, o Estado tem então dado a responsabilidade sobre algumas atividades a empresas privadas que lucram sobre elas. Sendo, o agente administrativo ligado intimamente a rede política, não é de surpreender que o inúmero lista de contatos encha de ambas as partes. Alguns procurando privilégio de classe, fornecido pela inciativa privada, por meio de exposição pública, enfatização do nome de alguns políticos sobre atividades que são de sua obrigação, mais recebem uma ressalva midiática, afim de persuadir a população de sua melhor ação no âmbito público; outros ao contrário, recendo dos mesmo que são centralizados nas questões políticas investimento, informações relevantes para abertura de licitações, contatos sobre possíveis programas que serão lançados, afim de ordenar uma ajuda mutua com seus ‘pseudo-patrocinadores’ sociais.
Temos um complexo jogo de interesses, onde a ética está apenas no diploma do legislador e do administrador. As duas classes, que antes pareciam absorver atividades diferencias, agora estão intimamente ligadas as condições de fraternidade, onde o filho pródigo é o público, deixado a beira da racionalização na administração em níveis de estrutura e planejamento. Apenas o que lhes resta é o assistencialismo barato direcionado por meio de legislação. Em contrapartida o Estado centraliza suas atividades de investimento em banqueiros e programas de investimento e financiamento para estruturação de empresas ‘amigas’.

sábado, 23 de março de 2013


Sendo a ética é uma variável prática da moral, poderíamos então compartilhar a idéia de uma doutrina que não é ortodoxa atuando no espaço das relações. Amparada por um contexto de significante e significados, as premissas das quais estão geneticamente ligadas a moral, são então ligações ignorantes de nossa realidade, das quais recebemos em pequenos provérbios desde a nossa meninice.
Ao atuarmos como sujeitos sociais em nossa infância, recebemos um complexo e infinito número de informações sobre as relações das quais passaríamos em nosso ciclo de vida, talvez seja um alerta intrínseco irracional de nossos progenitores, ou ainda advertências sobre as suas experiências (mal ou bem sucedidas), das quais os mesmos nos transmitem em um tom de alerta. Seja qual for a premissa da moral, ela é dependente de seu interlocutor para com suas ações compartilhadas com a criança. Sendo passiva de ser realmente ética, ou apenas discurso o sujeito infantil tende a formar suas próprias conexões relacionais com outros sobre um complexo jogo de possibilidades que se dispõem no decorrer de sua formação, que nunca irá cessar até o fim de seus dias.
Esse artefato genealógico, transmitido pela sua família não é o único condicionante para sua formação final, pois sendo ele sujeito social, sua gama de relações está infinitamente ligada com o mundo pela tecnologia da informação. Advertir sobre as condições sociais aos quais os sujeitos estão dispostos é a primeira condição racional nunca feita, pois existe uma sujeição aos paradigmas morais, dos quais muitos sujeitos ainda não assumem para si; um medo confuso sobre a sua condição e suas escolhas, pode exemplificar sobre a formação de seus filhos uma dúvida ao erro dos quais os pais não assumem em seu passado com transparência.
O homem tenta ser melhor que o seu pai, mas em qual aspecto? É inevitável ouvir que os pais sempre querem para os filhos o melhor, ou o que ainda não conseguiram ter. Nessa busca incessante, perde-se toda a linha de raciocínio sobre a formação advinda do espaço presente, apenas representando-se através de um passado longo, se avaliarmos o nosso tempo de vivência material tão curto em relação à existência da humanidade. Uma busca que será infinita, pois estamos vivendo em um tempo cíclico de ações voltadas a interesses relativamente particulares, onde cada um busca por meio de um objetivo particular a melhoria de suas condições, físicas, morais, sociais, econômicas e psíquicas.

segunda-feira, 11 de março de 2013


Sentimentos efêmeros.
Em nossas vidas, alguns sujeitos estão condicionados a nos acompanhar por laços sanguíneos e outros que agregamos como tal. Os demais são os amores efêmeros que se dissipam por uma série de variáveis.
Ao me  condicionar há um relacionamento, tenho que esse é um compromisso que não podemos trair, em qualquer condição, pois a moral e ética que a mim foram ensinadas e vivida, me deram a prática como base da minha vida. Não estou sendo benevolente como o meu caráter, estou apenas pontuando pontos da minha prática rotineira de pensar e agir nessa vida.
Meu primeiro amor veio tardio, tinha nome e sobrenome. Porém, as adversidades de tempo que nos separavam pela idade, me fizeram ver aquele lindo coração que precisava mais de mim, do que eu estaria disposto a dar. Quando eu lhe disse que era tempo de terminar, devo admitir que isso foi feito pelo meu cérebro e não pelo meu coração. Coloquei situações, das quais não existiam em minha vida (como drogas, bebidas e momentos particulares), mas isso foi apenas uma forma de afastar aquele grande amor, fazendo com que ele me visse diferente do que havia me conhecido.
Na verdade eu não mudei, apenas me travesti com aquela versão ‘pobre’ de espirito, para que ele tivesse a conclusão final de que não dava mais. Não me arrependo, porque me lembro um dia ter lhe dito “quando eu perceber que meu amor não é mais suficiente para te sustentar, eu prefiro te ver feliz nos braços de outra pessoa que da minha”.
Então, eu me dei no sentimento de solidão e deixei esse amor se libertar, não porque eu não o amasse mais, mas porque eu não conseguia vê lo feliz ao meu lado; eu não conseguia ser completo. Percebi que esse amor hoje vive feliz (e eu mais ainda, porque sei que ele está feliz). Meu carma nessa vida é esse, penso tanto no outro ao ponto de me deixar sofrer, para ver a felicidade do alheio. Não me culpo ou julgo por isso, porque esse sentimento solidário de amar e fazer o melhor para o outro, do que a mim mesmo me acompanha à muito tempo.
Hoje eu sinto uma grande paz interior em saber que você se foi, e está feliz. Minha felicidade consiste no seu sorriso, mesmo que longe do meu. E não vou atrapalhar isso, porque eu quero o seu melhor. Sempre quis! Vou ficar no silêncio das minhas palavras, aguardando um dia aquele que foi meu primeiro amor, aquele que tocou minha vida e do qual eu creio que não terei nessa vida novamente.

Cresci muito sobre minhas lágrimas, porém hoje há um novo caminho; sozinho eu vou traça-lo.  E te vendo feliz a cada dia, crendo em saber que eu fiz o melhor, para você. Que realmente é importante!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


E depois de alguns anos a vida se passou tão rápido, porém com tantas dificuldades, das quais muitas vezes eu mesmo provoquei com minhas ações. Reconheço hoje minha meninice espiritual em comparação ao que eu poderia ter feito em todo esse longo prazo, porém ainda assim eu reconheço e admito que no último suspiro de vida é possível mudar, nessa mudança estou tentando e buscando ser melhor, ficar melhor e assim poder me fazer melhor perante a mim mesmo, sendo refletido a todos aqueles que me cercam.
Todos o desbravamento mundano do qual eu passei, espero que seja uma provação para as próximas tarefas.

Sinto que ainda tenho muito o que fazer, sinto que ainda tenho muito o que buscar, e nessa busca incessante pelo conhecimento, peço honrosa e humildemente a benção divina para as minhas atividades. Pois não basta sermos apenas os maiores e reconhecidos homens do material, acima de tudo é necessário mostra benevolência para nossos irmãos que aqui estão.
Sem muito conhecer e pouco a ensinar, compreendo a minha condição pequena como ser que ainda sou, mas peço todos os dias, a partir de hoje pela vida daqueles que ainda estão em seus caminhos obscuros, cegos pelas coisas materiais e infinitamente ignorantes a sua real condição.
Não busco ser rico nesse mundo, porque daqui nada levarei, busco poder ajudar em cada instante com o pouco que ainda tenho a oferecer, e que eu ainda possa muito conquistar, não em meu nome, mas em nome de uma sociedade ainda pobre de espirito.
Dignifico minha vida, a partir desse instante para o crescimento em função do outro, e se for vontade divina assim será.
Ainda tenho muito a crescer e esse crescimento começa agora, nas pequenas coisas. Amém

E depois de tantas belas mensagens que hoje afogam o meu espirito de alegria, com tamanha felicidade, da qual necessito compartilhar, creio que Deus é infinitamente comigo e que nada além disso pode impedir a mais perfeita felicidade espiritual que desencadeia do meu peito.

Ah, se eu pudesse entoar os mais lindos cânticos penetrantes aos ouvidos mais cheios de surdes;
Ah, se me pudessem haver forças para poder disseminar o bem entre todas as pessoas;
Ah, se eu fosse tamanha luz quanto sonhei um dia ser;
Ah, se eu fosse menos humano, como muitos que vejo, perdidos em sua vaidade.

Creio nessa dignificação do material, que vem de um cantinho tão cheio de luz, entre os mais belos alteras, onde ali se encontram muitos dos quais eu conheci, muitos dos quais eu sinto, porém não tenho acesso. Seria divino ser um integrante desse meio sagrado e ao mesmo tempo mediar sobre o meio humano uma relação de afeto a todos.

Queria eu poder ser mais alegrador de sorrisos, queria eu ser mais luz, quando surge a escuridão. Mas nesse treinamento incansável da vida, preciso ser acima de tudo forte, preciso acima de qualquer coisa estar na presença daquele, que por menos seja visto e por muito sentindo, por muito mais tempo.
Senhor, obrigado pelas coisas que tenho em minha vida e obrigado por partilhar de tamanho afeto com minha humilde existência, pois é somente em ti que encontro o conforto, do qual eu sempre procurei.
Amém!...



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013




Amigo não é aquele que te convida para sair, mas aquele que vê dentro dos seus olhos o que você precisa, sem ao menos perguntar;
Amigo não é aquele que está todos os dias do seu lado (até porque temos que fazer nossas atividades), mas aquele que reza por você antes de dormir;
Amigo não é aquele que cresce, mas aquele que te convida para crescer com ele;
Amigo não te oferece drogas, te oferece lucidez;
Amigo não te estende a mão, te guia até o ponto de chegada;
Amigo é aquele que se lembra de você em todos os momentos, porque amigo é a família que escolhemos para a vida toda!

Em alguns momentos da vida nos encontramos cegos, ou assim queremos realmente estar, apenas para fugirmos da realidade factual ao qual estamos condicionados. É certo que isso realmente parece uma fuga intrínseca das nossas responsabilidades, arriscaria até mesmo em dizer que seria um sufrágio da percepção sobre o real, em que escolhemos nos esconder. Seja como for, esses momentos de ‘dopem’ devem existir em nossas vidas, porém com menor espaço de tempo possível, já que a vida não te dá segundas chances sobre o tempo.
Algumas pessoas ainda ludibriam-se sobre esses momentos e ali permanecem, endurecendo loucamente sua progressão e crescimento. Hoje me dou por ganhador em mais um dia, do qual me livrei de tamanhas tentações, não posso dizer que isso é fruto apenas de minha própria força, mas de um conjunto de forças espirituais benéficas que vem  me acompanhando desde quando as chamei para comigo conviver.
Devo sair dessa convivência imaterial e improdutiva da minha vida e torço para que esses males (e pessoas que as carregam), mantenham distância de mim, por muito tempo. Por isso eu rezo....

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


Faltam poucos dias para o ano do vigésimo oitavo de vida se acabar. Daqui vão ficando experiências profissionais e pessoais do qual tive a oportunidade de partilhar com pessoas queridas. Porém hoje, fica o amargo doce do ‘the end’. Esse ano eu pude realmente sentir o que era o amor dado, sem nada se pedir em troca; o amor que ultrapassou os limites do preconceito; o amor que encheu minha vida de felicidade durante dois meses. Devo admitir que me resta uma fagulha de esperança em voltar a te amar, mas não nesse tempo presente, pois estamos em realidades e necessidades diferentes, mas espero que em sua maturidade esse sonho volte a brilhar, espero um dia poder olhar nos seus olhos e sentir que você está realmente pronto para partilhar comigo da vida a dois, mas adultos e maduros de nossas ideias. Como eu te amo.... Minha vida por você tem apenas esse sentido de existir. E por te amar demais que prometo nesse 2013 ser o melhor, atingir todos os meus objetivos e poder lhe dar em 2014 tudo o que você merece. Até poderemos ver se realmente sentíamos amor ou paixão. Paixão é fogo que arde sem se ver ....Amor é eterno. Enquanto isso, minha meta de vida é apenas não me relacionar com ninguém, porque não vai ter amor, meu amor ficou dentro de você e espero poder tê-lo novamente para mim.... te amo pé-preto!

domingo, 25 de novembro de 2012

Em tempos de Mentira e Medo


Em vários momentos de minha vida me utilizei desse blog, para escrever sobre 'n' problemáticas temporárias, das quais sempre achei pertinente. Hoje, porém venho escrever apenas a mim, pois não confio mais na sociedade que me compila o em sujeito social, em agente individual que compartilha de um todo social, pois hoje fui menos que ontem pelo simples fato de me caracterizar pela orientação sexual que defini-se e dirige-se a minha vida pessoal. Nunca me utilizei de qualquer tipo de meio legal para exigir uma retratação, nunca me utilizei de armas que viessem a prejudicar outros, que fossem essas materiais ou dialéticas. O outro, em meus estudos antropológicos durante meu período de formação sempre foi compreendido com um ser diferente de mim, e necessariamente por isso deveria ser respeitado como tal. Minha indignação não parte contra o gari, a empregada ou de qualquer outro sujeito que é julgado pela sua falta de informação [ou estudo], para copular qualquer exemplo de ignorância e preconceito, com a sociedade tende a maliciosamente presumir, minha indignação vem contra sujeitos sociais que se dizem preparados para gerir grupos de pessoas etnicamente diversas, vem contra sujeitos que deveriam ser exemplos públicos de sociabilidade, pois assim tornam-se políticos e expostos socialmente pelas funções administrativas maiores que representam. Recentemente fui desmoralizado publicamente dentro da empresa que dediquei horas de minha vida, no qual dediquei lealdade e comprometimento, respeito para com meus colegas, sempre me colocando na posição passiva contra qualquer tipo de atribulação ou provocação a minha vida pessoal. Sempre ponderando a política do bem estar no ambiente onde trabalhei, polido sobre ética das determinações ao qual minha função era desempenhada. Hoje, sinto-me um trapo, sinto-me jogado as avessas, ao conversar com colegas de meu antigo trabalho e sentir o tipo de visão que foi deixada da minha pessoa nesse ambiente, onde fui demitido pela minha orientação sexual, por um sujeito que publicamente disse "não trabalhar com gays". O que me incomoda são as formas em que essa problemática foram levadas, pois eu ouvi essa afirmação de várias pessoas enquanto trabalhava e por medo de ficar desempregado, omiti meu direito de cidadão a essa situação e posteriormente fui demitido, sobre alegação de diminuição do quadro, que no período da tarde, meu cargo foi rapidamente substituído por uma jovem senhorita, heterossexual, assim como todos os outros que trabalham no mesmo departamento. Quando me mudei para São Paulo, em busca de novas oportunidades no ano de 2009, logo me foi proposto o retorno a cidade de Três Lagoas, pela minha antiga gestora que já conhecia meu trabalho de um passado próximo e por mérito e competência me solicitou o retorno. Minha ascensão na empresa foi rápida, até me deparar com esse sujeito preconceituoso que ordenou minha demissão. Hoje estou desempregado, desamparado pela empresa em que um dia acreditei ser a porta da minha ascensão profissional.... Busquei apenas espaço e mais capacitação, o que tive de retorno foi um tapa na minha moral, nos meus conceitos que decaíram...
Agora é outra vida? Será que ainda terei que me esconder?

sábado, 6 de outubro de 2012


Os anos vão se passando e percebemos a cada dia quantas pessoas em diferentes situações passaram em nossa vida.... ... Na meninice vislumbramos a ‘liberdade’ que o adulto orgulha-se de ressaltar. Posterior a isso, tudo torna-se uma descoberta na adolescência com tantos pelos nascendo, novidades em nossos corpos. Quando você olha para frente ainda vê sua formatura e ao mesmo tempo sente falta do seus pelos da puberdade. Entra a fase adulta e você apenas percebe que envelheceu, quando as pessoas em volta de você vão engravidando e constituindo família. Nesse instante é perceptível pensar o quão preso nas responsabilidades você se encontra, quanto você está alocado as responsabilidades que não são nem próximos do que você um dia pensou chamar ‘liberdade’. Agora eu tenho pouco a narrar, pois ainda parei nesse versículo da minha vida, quando der continuidade, irei descrever o pós....

domingo, 6 de maio de 2012


O que é a vida, se não apenas um conjunto de relações e sentimentos que se encontram em locais e horas determinadas pelo tão ovacionado destino? Poderia então confrontar o destino com ações que perturbariam seus traços e desnorteariam seu final? Creio que os sujeitos sejam muito apegados aos laços e relações pessoais, esse é uma grande fraqueza humana, inevitável desde o nascimento primeiramente a sua mãe e por seguinte a seus familiares. Nenhuma outra relação parece tão precoce quanto essa. Porém estamos estendendo nossos laços e relações passadas em detrimentos as verdades temporais, aquelas que se passam no dia e hora exata em que se vive. Vive de pensamentos e lembranças é algo maravilhoso, quando bem administrado, porém sempre tentamos manter as melhores relações temporais de nossas vidas para todo o sempre. Tentar é a palavra mais fácil para se compreender que não conseguimos. Veja pelo belo manejo que as redes sociais lhe proporcionam. Os sujeitos ficam ligados a essas redes de conhecidos e amigos, que por vezes passaram vez ou outra em suas vidas, passam horas por dia conectados e interagindo com pessoas que possivelmente jamais verão novamente ou ainda veem vez ou outra na rua. Mas porque eu gostaria de ter contato com uma pessoa assim? Não é querendo ser frigido, mas temos outras coisas mais importantes para vivermos no agora, que no passado. A vida é um ciclo e as pessoas transitam por ela em busca de interesses momentâneos. Fazemos amigos na escola, faculdade, nos divertimentos, mas quando esses momentos se vão, as pessoas também se vão e ficam as experiências e lembranças boas do que aconteceu. Hoje porém não é frutífero manter tamanha rede de contatos esperando que um dia todas as relações serão perfeitas. Dizer que existem amigos de verdade e perfeito e dizer que naquele tempo foi de verdade e perfeito, hoje porém se faz uma nova realidade, novos projetos, mudanças, formações e valores. Alguns ainda dizem que esses valores são imutáveis, mas perceba se somos sempre sujeitos em constante formação moral, pessoal entre outras, porque acreditar que os valores são estanques as mudanças em que nós mesmos nos colocamos. Hoje posso não gostar de uma certa ação de uma pessoa, amanhã posso ver com outros olhos, pois as determinantes mudaram de sentido. Isso é a vida, isso são as verdades que poucas pessoas param para ver, é sempre melhor viver a frigida realidade constante e impensável ao tentar olhar o horizonte de forma mais aceitável. Enfim, desse conjunto de idéiais que hoje me proponho a rebater, devo dizer que são rarefeitos de passado, presente e futuro do que eu trafeguei. Agradeço pelas experiências que tive, pelas pessoas que passaram, porém de hoje em diante vou viver apenas a constância da minha vida. Amigos? Infelizmente são laços tragados pelo espaço e tempo, não posso ter todos os que quero próximos a mim, isso é fato!

domingo, 21 de agosto de 2011


Cantei, me debulhei sobre as lágrimas vazias e sozinhas com gosto de dor
Marchei por caminhos fendidos de alegria e amor que passaram minha flor
E agora, o que me restam são palavras de amor

Encanta sentir a paixão que bate no peito, mas vem solidão
Pecados, mentira e promessas foi o que você deixou
Me enganei com seu perfume, que era doce assim como te vi
Outra volta eu dou nessa roda, pra não te ver aqui

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vago


Eu havia realmente me perdido no devaneio humano, nas imperfeições do cotidiano, na vivência rotineira com as pessoas normais, porque assim me tornei como elas. Meus sonhos caíram em um dia e logo se estruturaram as alusões imperfeitas de um mundo irreal, somente hoje posso perceber que as coisas não são mais da forma que um dia foram, que as plantas não mais tem a mesma textura, ou seria meu tato que não tem mais a mesma sensibilidade? Seja como for, as formas se alteraram e assim prosseguiram.
Não posso descrever esse processo como evolução, pois ele parece ser tão tragável a corruptibilidade (o que particularmente me enoja). Tenho a suave sensação que apenas vivendo no meio dos homens comuns que posso sentir como eles as dores de um cotidiano. Degrada a pele e o espirito saber que nada mais será como antes, que em minha pequinês quase infantil me perdia em pureza, crendice maldita que me abduziu ao sonhar em dia ser eu apenas uma pequena cópia do adulto que tanto admirei. Hoje, posso confirmar como adulto que sou, não ter nada mais lindo que a pureza da inocência, em um dia pensar que todos seriam felizes ao mesmo tempo, irrisório!
Vejo como os pais alimentam seus filhos de expectativas, que são tiradas de outros filhos. Muito me machuca ver tanta competição para fuga da pobreza material, na troca pela riqueza espiritual, esqueci da minha índole por alguns instantes ao buscar ascensão, e desejo hoje que nunca mais possa sentir a mesma coisa.
Meu carmas e pensamentos se reprimiram em apenas palavras dispostas ao vento longo da noite vazia, que aparentemente assim transparece, mas nunca estaria tão vazia senão fossem os pequenos fragmentos de recordações que guardo dentro de mim, sejam eles bons ou ruins, portanto a vaguidão nunca foi realmente presente, o que me veio a pensar que apenas por alguns instantes ela existiu foram apenas as lembranças e não os atos. Temos em nós a imprudência de preenchimento das horas por relações ocupacionais, o que nos faz apenas pensar na velhice, porque dela a única coisa que resta é apenas a aparente vaguidão, sem atitudes.
Me dê essa velhice para elevar meu ser, me compreender e ao mesmo tempo relativizar tudo o que fiz, essa velhice eu busco em momentos oportunos. O que me faz livre são os momentos vazios, longe de pessoas e vidas, longe de tempos e fomentos, longe de noites e obeliscos, longe de marcas, apenas por lembranças quero me preencher nesse instante.
Talvez eu seja vago para você, mas nunca estive tão cheio de sobriedade, penso e faço ao mesmo tempo, para que eu ao menos minimize a dor de ter passado por cima de minha pureza a troca da material e indissolúvel vida humana, pragmática a morte e ao desejo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Noite Triste ..... Noite Fria


Falaria eu de algo que não conheço? Mas seria realmente alguém conhecedor de algo que nunca tenha apenas tentado e não conseguido? Poderia eu dizer que certas coisas em minha vida passaram por variações tristes e longas, nessa bela noite fria que encanta aos apaixonados, aqueles que não são retribuídos pelo mesmo sentimento percebem que apenas lhe cercam de amizades e falsidades. Em todo esse grande momento vejo que as pessoas unem-se em uma necessidade de não permanecerem só! E de que valem os relacionamentos passados, se nada passaram de frivolidades maquiadas em desejos e mentiras! Não é uma interrogação, mas exclamo em alto e bom tom.
Fiz um pouco para mim e muito para todos, não me arrependo em nenhum instante por isso, afinal, alguém foi realmente feliz. O que me restou desse grande segredo chamado vida, foram apenas às boas obras. E de valem sentir tanto orgulho para o outro, se para mim mesmo nada houve além de momentos? As mensagens que transpareço são em beneficio ao outro, sempre pensando que melhorem, que sejam feliz, mas em mim resta pouco além de amargura. Não que eu queira ela dentro de mim, ela me sufoca.
Desejos insípidos foram as variáveis e quando realmente tento demonstrar o lado humano do meu eu, vejo que apenas lembram-se muito de minha animalidade. Posso parecer tantas coisas, posso parecer tão valente. Mas nessas linhas não divulgadas a única coisa que me resta é a sinceridade do meu eu.
As correções por aqui não passariam, seria sordidez da minhas parte maquiar os meus sentidos a mim mesmo. Tanto falo sobre o abstratismo do outro, e nunca pensei no meu mesmo.

sábado, 7 de maio de 2011

Meu eu, amado Eu!


Essa introspecção de sentimentos que passa pelas minhas veias que me deixa menos afoito, me fazendo refletir sobre todas as ações e reações causadas no encontro interior pode parecer sombria por vezes, mas apenas eu consigo desmiuçar essa trilha de pensamentos condensados a momentos particulares; somente eu poderei refletir sobre a ação de estar menos pior a cada dia.
Estando assim tão isolado a mim mesmo é necessário vagar pelas veredas do passado próximo com uma foice desmatando todos os percalços que me abstraem da realidade. Me furto do termo casual da vida, das necessidades ditas básicas, para os bens de compra e consumo em apenas reflexão intrínseca do ego. Mas como me excito com as pequenas continuidades descontinuas do cotidiano, pelas atrocidades que presencio do humano assassinando um pouco de si a cada dia com o fomento de crescimento financeiro.
As intepretações que faço sobre a ação chegam aos meus olhos e ouvidos com tamanha agressividade, que mal conseguiria viver sem a presença de um interno pensamento agente, desvalorizado por muitos, conhecido por nenhum. E nessa primazia realidade desconheço mais o outro ao conhecer a mim. Indubitavelmente cheguei a conclusão que não existe mais forma de mudança que não fosse a morte da carne e representação que dela se faz, mas isso seria exterminar a minha cerne, copilar o espirito de forma cênica, algo que não desejaria jamais.
Estou satisfeito com a condição que a mim mesmo determinei, as ações que abalam meus lados nada são equiparáveis com o senso auto-afirmativo que tenho sobre mim mesmo. De fato poderia eu nascer novamente em outro corpo, mesmo que esse foi feito apenas de resquícios, a única coisa que gostaria de manter intacta seria minha mente ou que ao menos ela pudesse ter sido mais bem polida em sua meninice, talvez sofreria menos perante tanta ignorância.